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(Arquivo) Sede da BMW, em Munique

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A Comissão Europeia realizou uma inspeção na sede da construtora BMW, nesta sexta-feira (20), em uma investigação de um caso de cartel que envolve cinco fabricantes alemãs de automóveis, anunciou a montadora.

As suspeitas de cartel foram reveladas pela imprensa local e abalaram ainda mais a imagem das construtoras alemãs, após o escândalo por emissões poluentes dos motores a diesel, reveladas em setembro de 2015.

A revista alemã Der Spiegel revelou, em julho, que os fabricantes Volkswagen, Audi, Porsche, BMW e Daimler fizeram acordos secretos desde os anos 1990 sobre o design, ou a construção de veículos, inclusive no sistema de filtração de emissão de gases - o gatilho para o dieselgate -, em provável prejuízo de consumidores e subcontratados.

Nesta sexta, a BMW explicou que esta inspeção da Comissão, ligada à investigação das cinco construtoras, aconteceu em Munique, onde fica a sede.

A Comissão Europeia, que não confirmou o envolvimento da empresa, disse, em comunicado, que a inspeção está relacionada à "suspeita de que vários fabricantes alemães violaram as leis e as práticas restritivas nos negócios".

A legislação sobre concorrência proíbe a constituição de cartéis. A Comissão pode impor multas significativas. A pena recorde para essa prática foi, em 2016, uma multa de 2,93 bilhões de euros a quatro fabricantes europeus de caminhões - por acordarem preços de vendas durante 14 anos.

A Comissão pratica também uma política de "clemência" que estimula as empresas a entregarem provas internas da existência de cartel.

A primeira empresa integrante de um cartel que entregar a documentação não paga a multa. Essa estratégia foi muito eficaz para desmantelar as organizações.

Durante a investigação sobre o setor automotivo alemão, a Comissão acrescentou que a Daimler estava cooperando com a investigação e, por isso, pode ter um acordo preferencial.

Questionado pela AFP, um porta-voz da Volkswagen disse que não tinham recebido os inspetores da Comissão em Wolfsburgo (sede da empresa), ou em Ingolstadt.

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AFP