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Muro recém-pintado pelo artista britânico Banksy em Dover, em 8 de maio de 2017

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Uma Europa pós-Brexit deve manter Londres como centro financeiro mundial no continente, sob a pena de ver suas atividades partirem para Wall Street ou para a Ásia, assegurou nessa quinta-feira à AFP o representante na UE da City londinense.

Para Jeremy Browne, ex-ministro britânico, a ninguém interessa castigar a praza financeira britânica. "A City de Londres é um atrativo europeu, não só britânico", defendeu.

"A Europa possui um centro financeiro eficaz. A alternativa é não ter um centro financeiro mundial", acrescentou Browne, cujo papel em Bruxelas é defender os interesses dessa praça financeira, especialmente frente a outras cidades dispostas a acolhê-la após o Brexit.

Segundo alguns britânicos, Paris poderia ser uma dessas cidades, sobretudo após a vitória na eleição presidencial do candidato Emmanuel Macron, um ex-banqueiro pró-UE.

"Se Paris fosse a cidade ideal para instalar um centro financeiro mundial interessante para Europa, já estaria ali", assegurou Browne.

Para o representante da City, "o discurso em Londres é que não deve supor que os empregos irão a outro lado na UE" após a saída do Reino Unido do bloco.

"Os empregos que não dependam da localização do mercado único e que não tenham que estar em Londres iriam mais logicamente para Ásia ou Nova York", apontou.

A atitude com os estrangeiros não mudou em Londres após o referendo sobre o Brexit em junho de 2016. A capital britânica continue sendo "muito internacional", como o provarão as eleições legislativas de 8 de junho, acrescentou.

"Nenhum candidato nacionalista obterá mais de um terço dos votos em nossas eleições, ao contrário que na França", ressaltou em referência aos resultados da candidata de ultra direita Marine Le Pen nas eleições presidenciais.

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