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O secretário britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson (C), e o secretário de Estado americano, Rec Tillerson (3E), em Londres, em 14 de setembro de 2017

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A União Europeia (UE) reforçou nesta quinta-feira (14) suas sanções contra setores estratégicos da Coreia do Norte, adotando medidas que já haviam sido decretadas pelas Nações Unidas em agosto, em razão de um disparo de míssil balístico intercontinental.

Em geral, o bloco europeu adota as sanções promulgadas pelo Conselho de Segurança da ONU, e já prometeu adotar igualmente as novas medidas punitivas decretadas no início dessa semana contra o regime de Pyongyang após o teste nuclear realizado no início do mês de setembro.

"O Conselho [da UE] reforçou ainda mais suas medidas restritivas" contra a Coreia do Norte, "aplicando as sanções setoriais impostas pelo (...) Conselho de Segurança da ONU" em 5 de agosto após o disparo de um míssil capaz de atingir o território americano, explicou em um comunicado a instituição que representa seus 28 países-membros.

O bloco europeu impõe, assim, "uma proibição total de todas as exportações de carvão, ferro, minério de ferro, produtos da pesca, minério de chumbo e chumbo", ou seja, contra as principais exportações da Coreia do Norte, detalha o Conselho da UE.

Outras sanções também atingem "a comercialização de armas da Coreia do Norte, suas joint ventures com empresas estrangeiras, seus bancos e sua capacidade de gerar renda e acessar o sistema financeiro internacional", segundo o texto.

A UE anunciou ainda que não permitirá a chegada de novos trabalhadores da Coreia do Norte à Europa, alegando que poderiam "apoiar programas ilegais de mísseis nucleares e balísticos" de Pyongyang.

Os europeus também parecem determinados a impor sanções adicionais em resposta ao último teste de bomba H norte-coreano, como havia anunciado a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, na semana passada.

Na terça-feira, em Tallinn, os 28 Estados do bloco europeu começaram a estudar diferentes cenários, entre eles a possibilidade de incluir em sua lista negra os principais líderes norte-coreanos, incluindo Kim Jong-Un, e a expulsão de centenas de trabalhadores norte-coreanos empregados na Europa, segundo fontes diplomáticas interrogadas pela AFP.

A UE também considera outras sanções próprias, as quais poderiam limitar a exportação de produtos de luxo europeus para este país, ou incluir um embargo total sobre suas exportações petrolíferas.

Diante das sanções decretadas pela ONU, a Coreia do Norte prometeu acelerar seus programas militares, a fim de "incrementar seu poderio e proteger a soberania nacional e o direito a existir", segundo uma nota do Ministério norte-coreano das Relações Exteriores divulgada pela agência oficial de notícias KCNA.

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AFP