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UE votará em Jean-Claude Juncker; David Cameron fica isolado

O luxemburguês Jean-Claude Juncker afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. junho 2014 - 16:01
(AFP)

Os líderes europeus decidiram impor a candidatura do luxemburguês Jean-Claude Juncker à presidência da Comissão Europeia, enquanto o britânico David Cameron se recusava a aceitar o resultado das eleições europeias, isolando-se no bloco.

Cameron ameaçou na terça-feira pedir um voto se seus parceiros "continuarem com a ideia de nomear Jean-Claude Juncker".

A chanceler alemã Angela Merkel tomou a palavra nesta quarta-feira assegurando ao Bundestag que a comissão "necessita de uma maioria qualificada".

"É exatamente o que está previsto nos tratados. Não será, portanto, um drama se alcançarmos uma maioria qualificada", insistiu.

A decisão parece irreversível. A votação acontecerá, já que os parceiros do Reino Unido não têm a intenção de alterar as regras para atender aos desejos de David Cameron ou atrasar o cronograma para evitar um conflito com o Parlamento Europeu.

O primeiro ministro britânico será vencido sexta-feira. Para bloquear a maioria qualificada, ele deve reunir 92 votos. Mas seus aliados caíram um após o outro.

O sueco Fredrik Reinfeldt anunciou nesta quarta-feira ser favorável a nomeação de Jean-Claude Juncker, depois de ter organizado há duas semanas uma reunião anti-Juncker em Harpsund.

Outro dirigente contrário, o primeiro-ministro holandês Mark Rutte, tomou a mesma decisão pouco depois.

Apenas o seu colega húngaro Viktor Orban se declarou ferozmente oposto à nomeação do ex-primeiro-ministro de Luxemburgo.

Os procedimentos serão, portanto, respeitados. E depois de sua nomeação na sexta-feira pelos líderes da UE, a candidatura de Jean-Claude Juncker será submetida ao voto durante a segunda sessão do Parlamento Europeu, de 14 a 17 de julho. Ele deverá reunir pelo menos 376 votos para ser eleito.

A cúpula europeia acontecerá em duas fases e em dois lugares. Os chefes de Estado e de Governo se reunirão na quinta-feira em Ypres, na Bélgica, antes de regressar a Bruxelas para o segundo dia de trabalhos.

A presidência da Comissão Europeia será oficialmente discutida apenas na sexta-feira, enquanto as indicações para a presidência do Conselho, o chefe do serviço diplomático e a presidência do Eurogrupo "serão discutidas posteriormente", segundo um líder europeu.

Uma cúpula extraordinária poderia ser organizada para este fim, em meados de julho, de acordo com outra fonte europeia. A data de 16 de julho, durante a sessão do Parlamento Europeu, é cada vez mais discutida, mas ainda não foi confirmada.

Em Ypres, as discussões devem se concentrar no programa de trabalho para a Comissão Europeia. O presidente do Conselho, Herman Van Rompuy, recebeu várias contribuições, incluindo da França e Itália.

As discussões serão difíceis, porque o presidente da França, François Hollande, e o líder italiano, Matteo Renzi, exigem uma mudança na política econômica e fiscal e uma flexibilidade nas regras sobre o déficit e dívida pública.

O presidente cessante da Comissão, José Manuel Barroso, defendeu sua ação nesta quarta-feira.

Graças à flexibilidade já existente no Pacto de Estabilidade e Crescimento, vários países, incluindo a França, conseguiram estender seus prazos para diminuir seus déficits públicos abaixo de 3% do PIB.

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