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Milhares de pessoas marcham em protesto contra a violência de gênero, no dia 26 de novembro de 2016, em Quito

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Um professor foi detido no Equador para ser investigado sob suspeita de estar envolvido no caso de abusos sexuais contra 84 menores de idade de um grupo educacional do norte de Quito, informou nesta quarta-feira a procuradora Mariana Huilcapi.

Segundo ela, o professor foi preso de maneira preventiva durante uma investigação iniciada em julho sobre o "suposto crime de caráter sexual no âmbito educativo".

"De forma preliminar foram conhecidos 10 supostos abusos sexuais. No entanto, dado a investigação realizada, pode-se determinar que estão envolvidos supostamente 84 menores", acrescentou Huilcapi em coletiva.

A procuradora assinalou que as supostas vítimas são menores de 12 a 14 anos. Os abusos sexuais teriam sido cometidos durante o ano letivo de 2016-2017 (entre setembro e junho).

O caso foi revelado depois que a Procuradoria conseguiu nos últimos dias que a Justiça ordenasse a prisão preventiva de três professores suspeitos de ter abusado sexualmente de crianças em uma escola do porto de Guayaquil.

Nessa cidade, as autoridades investigam 10 denúncias, enquanto um quarto educador suspeito está foragido e a Justiça oferece uma recompensa de 10.000 dólares por sua captura.

A Procuradoria interrogou cinco crianças de sete e oito anos, que explicaram que os professores consumavam os abusos nos banheiros da escola durante as horas de recreio, "mediante enganos, ameaças e intimidações", segundo um comunicado.

O Código Penal equatoriano estabelece condenações de três a 10 anos de prisão para os crimes de abuso sexual.

O caso de Guayaquil, que segundo a imprensa local afetaria dezenas de crianças, motivou uma enérgica reação do presidente Lenín Moreno.

"Quanta indignação por nossas crianças abusadas por seus professores. Não podemos permitir impunidade alguma nesses crimes", tuitou.

O governante planeja realizar uma consulta popular, ainda sem data, na qual perguntará, entre outras coisas, se os equatorianos querem emendar a Constituição "para que nunca prescrevam os crimes sexuais contra meninas, meninos e adolescentes".

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AFP