Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(Arquivo) Consumir álcool durante a gravidez traz riscos de problemas de desenvolvimento e danos ao cérebro, mas uma em cada 10 mulheres grávidas nos Estados Unidos afirmam beber - informaram autoridades norte-americanas nesta quinta-feira

(afp_tickers)

Consumir álcool durante a gravidez traz riscos de problemas de desenvolvimento e danos ao cérebro, mas uma em cada 10 mulheres grávidas nos Estados Unidos afirmam beber - informaram autoridades norte-americanas nesta quinta-feira.

O hábitos de consumo excessivo de álcool entre mulheres grávidas também aumentou a preocupação entre os pesquisadores, que disseram que as mulheres grávidas que bebem relataram mais episódios de compulsão para beber do que as mulheres não grávidas.

"Sabemos que o uso de álcool durante a gravidez pode causar defeitos congênitos e problemas de desenvolvimento em bebês, bem como um aumento do risco de outros problemas de gravidez, como aborto espontâneo, morte fetal e prematuridade", explicou Coleen Boyle, diretora do departamento de Doenças Congênitas e Deficiências de Desenvolvimento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

"Este é um alerta importante para que as mulheres não bebam enquanto estiverem grávidas. Não vale a pena correr este risco".

Cerca de 10% das mulheres grávidas com idades entre 18 e 44 anos relataram ter consumido álcool no mês passado, segundo o relatório semanal do CDC sobre morbidade e mortalidade.

Cerca de um terço das mulheres grávidas que beberam - ou 3,1% das grávidas do mundo - admitiram ter bebido além da conta, o que significa quatro ou mais bebidas alcoólicas por vez.

A frequência destes episódios de bebedeira foi maior do que o observado entre mulheres não-grávidas - 4,6 episódios no mês passado, comparado a 3,1 episódios entre mulheres que não estavam grávidas.

Especialistas dizem que beber durante a gravidez pode causar desordens do espectro alcoólico fetal, um grupo de condições que não tem cura e pode prejudicar a criança para o resto da vida.

"Estudos estimam que dois a cinco porcento dos alunos da primeira série do ensino fundamental nos Estados Unidos podem ter essas desordens", diz o relatório.

O estudo foi feito tendo como base uma enquete por telefone com a população dos Estados Unidos, e dados de todos os 50 estados e o Distrito Federal de mulheres com idades entre 18 e 44 anos.

"Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez devem saber que não há um nível seguro de consumo de álcool durante a gravidez", disse a epidemiologista Cheryl Tan, principal autora da pesquisa e membro do CDC.

"Todos os tipos de álcool devem ser evitados, incluindo vinhos tinto ou branco, cerveja e destilados".

AFP