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A chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, em Cartagena, Colômbia, no dia 26 de agosto de 2015

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A presidência temporária da Unasul, a cargo do Uruguai, convocou nesta terça-feira uma reunião de presidentes do bloco para abordar a crise diplomática e fronteiriça entre Venezuela e Colômbia, informou a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez.

"Justamente hoje a presidência temporária da Unasul, a cargo do Uruguai, fez circular uma convocação para uma reunião de chefes de Estado da Unasul na próxima segunda-feira, 21", disse Rodríguez a jornalistas.

A chefe da diplomacia venezuelana afirmou que o convite "está sendo promovido" pela Argentina, cujo governo agradeceu, mas não detalhou em qual país será realizado o encontro.

"Estamos aqui completamente dispostos a ir a esta reunião" da União de Nações Sul-Americanos (Unasul), sustentou Rodríguez, e completou que tal cúpula já havia sido proposta pelo governo venezuelano.

O presidente Nicolás Maduro disse a seu contraparte colombiano, Juan Manuel Santos, que "em qualquer âmbito nós estamos dispostos a nos reunir, no âmbito bilateral e no âmbito regional", declarou a chanceler.

Também ressaltou que os mecanismos regionais "estão trabalhando para criar as condições de um diálogo bilateral" entre Santos e Maduro.

A Unasul e a secretaria temporária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), liderada pelo Equador, estimulam esse encontro, no qual conversaram no último sábado em Quito Rodríguez e sua homóloga colombiana, María Angela Holguín, sem concretizarem uma data para uma reunião.

As relações entre Colômbia e Venezuela estão em crise desde 19 de agosto, quando Maduro mandou fechar amplos setores da movimentada fronteira binacional, de 2.219 km.

Isto, em resposta a um ataque contra militares venezuelanos que realizavam uma operação anti-contrabando, o qual atribuiu a paramilitares colombianos, que segundo o presidente haviam entrado na sociedade venezuelana com o propósito de desestabilizá-la.

De acordo com o governante socialista, a medida - que inclui o estado de exceção em 13 municípios onde foram restritos alguns direitos civis - também deseja frear o contrabando de extração, que vincula com uma grave escassez de produtos básicos.

Após o fechamento das passagens fronteiriças, as autoridades venezuelanas deportaram mais de 1.500 colombianos sem documentos, cujas casas, em alguns casos, foram marcadas e demolidas e não lhes foi permitido tirarem seus pertences.

Outros 20.000 colombianos voltaram a seu país por medo de serem expulsos, segundo dados das Nações Unidas.

AFP