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A búlgara Irina Bokova, em Paris, em janeiro de 2017

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) se prepara para escolher um novo diretor ou diretora-geral que se aproxime de um consenso, em uma organização fragilizada pelas divergências políticas.

O Conselho Executivo, que se reúne a partir desta quarta-feira e até 18 de outubro, irá eleger na próxima semana o sucessor da búlgara Irina Bokova, que termina o seu mandato na liderança da organização.

A maioria dos oito candidatos - Egito, China, França, Líbano, Iraque, Azerbaijão, Catar e Vietnã - na disputa fez campanha advogando por um enfoque multilateral dos problemas, destacando a necessidade de reformas e reforçando a importância da educação e aprendizagem ao longo de toda a vida, primeiro aspecto orçamentário da Unesco atualmente.

Nesse sentido, a educação é a "principal via para uma cultura de paz" para a egípcia Moushira Khattab; "um direito fundamental" para o chinês Qian Tang; "um fermento de desenvolvimento e igualdade entre os sexos" para a francesa Audrey Azoulay, de acordo com os documentos que explicam a sua visão estratégica para a organização.

Já a candidata libanesa, Vera El Khoury, evoca sem rodeios um dos desafios enfrentados pela Unesco: "reduzir a politização excessiva de seus trabalhos, que às vezes se transforam em um polvarim".

"Todos os candidatos estão de acordo que devem encontrar um meio para sair desta politização", destaca uma fonte diplomática.

Para esta situação, França e China propõem uma solução: "afirmar uma liderança no comando da Unesco, falando com todos", de acordo com fontes diplomáticas francesas; e nomear um "dirigente forte e perspicaz", segundo Qian Tang.

Cada país concorrente fez campanha para tentar obter o apoio dos 58 países-membros do Conselho Executivo da Unesco, cuja eleição será submetida à aprovação da Conferência Geral dos 195 Estados-membros, em 10 de novembro.

A votação ocorrerá em uma ou várias etapas a partir de segunda-feira, após o dia de trabalho do Conselho. Podem ser feitas até quatro rodadas de votação se nenhum candidato obtiver a maioria absoluta. Se uma quinta se mostrar necessária, os dois candidatos mais votados na quarta se enfrentariam.

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AFP