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Um grupo de mulheres e crianças ao lado de seus abrigos, em um assentamento de Darfur, no Sudão, em 11 de junho de 2014.

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Um quarto da população mundial será africana dentro de 35 anos, informou a agência das Nações Unidas para a infância nesta terça-feira, enquanto as taxas de natalidade do continente continuam a crescer rapidamente.

As altas taxas de fertilidade, combinadas com um número crescente de mulheres em idade fértil, levarão a dois bilhões de bebês nascidos na região até 2050, destacou o Unicef em um relatório.

"Com base nas tendências atuais, em 35 anos, 25% das pessoas serão africanas", revelou o informe, publicado em Johannesburgo.

Até lá, 40% das crianças do mundo até cinco anos de idade serão procedentes do continente.

A Nigéria, país mais populoso da região, responderá por 10% dos nascimentos no mundo em 2050.

Os 1,2 bilhão de habitantes que a África tem hoje vai dobrar de tamanho entre 2015 e meados do século e atingirá 4,2 bilhões até 2100.

O pico de crescimento significa mais superlotação e a densidade populacional deve ser multiplicada por dez, para 80 pessoas por quilômetro quadrado, ao longo do século até 2050, ainda muito abaixo das cifras atuais na Ásia.

Até o final de 2030, as pessoas da maior parte do continente viverão em cidades.

Mas as crianças ainda lutam para sobreviver na África, onde ocorre mais da metade das mortes infantis do mundo.

Uma em cada 11 crianças morre antes de chegar aos cinco anos.

Três em dez menores africanos vivem em "contextos frágeis e afetados por conflitos", destacou o Unicef, que exigiu dos governos mais investimento em suas crianças.

AFP