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Uruguai 'tem sido um país de asilo', afirma vice-presidente sobre caso Alan García

(Arquivo) A vice-presidente do Uruguai, Lucía Topolansky, conversa com legisladores em Montevidéu, em 13 de setembro de 2017 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. novembro 2018 - 20:38
(AFP)

A vice-presidente do Uruguai, Lucía Topolansky, reafirmou nesta quarta-feira (21) que seu país tem uma tradição de dar asilo político e reiterou que o seu governo analisará detalhadamente o caso do ex-presidente peruano Alan García, que pediu asilo na embaixada uruguaia em Lima alegando perseguição política.

"O Uruguai tem sido um país de asilo", disse Topolansky em declarações reproduzidas pelo site do jornal El Observador, reiterando uma formulação explicada pelo ex-presidente Julio María Sanguinetti (1985-1990 y 1995-2000) esta semana.

"Primeiro tem que ver qual é a acusação" e "se pode ser tipificada como perseguição política ou simplesmente são crimes econômicos", explicou Topolansky. "Com base nisso a decisão será tomada", acrescentou.

"Isso não é questão de se é meu amigo, ou não é meu amigo", mas "tem que ver o concreto, que é o que planeja a Justiça peruana", acrescentou a vice-presidente do governo de Tabaré Vázquez, em meio a pedidos da oposição para que não acordem o asilo a García.

Na terça-feira, o Peru entregou ao embaixador do Uruguai em Lima uma nota assinalando que no país rege o estado de direito e a separação de poderes, três dias depois de García pedir asilo.

O presidente peruano, Martín Vizcarra, havia se comprometido no domingo com seu contraparte uruguaio a enviar antecedentes para que decida sobre o pedido.

García permanece na embaixada uruguaia em Lima desde sábado, depois que a Justiça lhe proibiu de sair do Peru enquanto investigam supostos atos de corrupção ligados à empreiteira Odebrecht.

As autoridades uruguaias devem avaliar se o caso de García se enquadra na Convenção Interamericana de 1954 sobre o direito de asilo.

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