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Uruguai condena coronel por crimes durante a ditadura

A Justiça do Uruguai condenou nesta quarta-feira o coronel reformado José Gavazzo a 25 anos de prisão pelo assassinato de um professor durante a ditadura militar (1973-1985). afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. abril 2020 - 00:27
(AFP)

A Justiça do Uruguai condenou nesta quarta-feira o coronel reformado José Gavazzo a 25 anos de prisão pelo assassinato de um professor durante a ditadura militar (1973-1985).

Gavazzo já cumpre pena de 25 anos, desde 2009, pelo assassinato de outras 28 pessoas durante a ditadura militar no Uruguai.

O juiz Nelson Dos Santos comunicou sua decisão ao promotor especializado em Crimes Contra a Humanidade, Ricardo Perciballe, que em outubro passado havia denunciado Gavazzo pelo desaparecimento, em 1977, do professor e jornalista Julio Castro.

"A luz das provas, cabe concluir que José Nino Gavazzo Pereira é o responsável pela morte de Julio Castro, que comandava as pessoas que detiveram, torturaram e assassinaram (...)" Castro.

Os restos mortais de Castro foram localizados em 2011 em um terreno do Exército. Os legistas concluíram que foi torturado e morreu com um tiro na cabeça.

O desaparecimento do professor foi denunciado à Justiça por seu filho Julio Castro Ures, em 1985, logo após o retorno à democracia.

Em 2003, a Comissão para a Paz formada para esclarecer o destino dos desaparecidos durante a ditadura concluiu que Castro foi detido, levado a um centro clandestino e executado após tortura.

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