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O chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, em Montevidéu, no dia 11 de julho de 2016

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O governo do Uruguai "considera uma profunda injustiça" o de Dilma Rousseff - afirmou o Ministério uruguaio das Relações Exteriores em nota divulgada nesta quinta-feira (1º), ao mesmo tempo em que o chanceler Rodolfo Nin Novoa garantiu que o país reconhecerá o governo Michel Temer.

"Além da legalidade invocada, o governo uruguaio considera uma profunda injustiça tal destituição", começa a nota publicada pela Chancelaria após a saída de Dilma.

No texto, que enfatiza que Dilma Rousseff foi eleita "legitimamente pelo povo brasileiro", o Executivo uruguaio destaca "o papel da presidenta (...) em fortalecer a histórica relação bilateral".

O comunicado não trata do reconhecimento do novo governo, que tampouco é mencionado no texto publicado no do Ministério.

Já o chanceler Nin Novoa declarou, diante de uma comissão parlamentar hoje à tarde, que o Uruguai "reconhece oficialmente o governo de Michel Temer", informaram à AFP participantes do encontro.

De acordo com o deputado da oposição Daniel Peña, que participou da sessão, Nin Novoa respondia especificamente a uma pergunta sobre se o governo uruguaio considera Temer um presidente legítimo.

Peña, do Partido Nacional (de centro-direita), avaliou que o comunicado do governo uruguaio "classifica politicamente uma decisão legítima do principal sócio comercial que o Uruguai tem".

Nin Novoa deixou o Congresso sem falar com a imprensa.

Na esquerdista Frente Ampla, partido da situação, o mal-estar com o que aconteceu no Brasil é notório.

Com um tom acima, o ministro uruguaio do Interior, Eduardo Bonomi, disse a uma rádio local que a saída de Dilma tem "características de golpe de Estado" e considerou que Temer não tem "legitimidade".

O Brasil é o segundo principal sócio comercial do Uruguai.

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AFP