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Soldados israelenses são vistos na fronteira com a faixa de Gaza, em 31 de julho de 2014

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O governo uruguaio pediu nesta quinta-feira a "retirada imediata das tropas israelenses" e um cessar-fogo "incondicional e definitivo" na Faixa de Gaza, anunciando também o envio de uma missão para acelerar a instalação de sua embaixada em Ramallah.

O Uruguai "manifesta sua mais profunda consternação com o repudiável ataque cometido pelas forças armadas israelenses contra uma escola da ONU que causou o assassinato de dezenas de civis indefesos", indicou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

O governo uruguaio indicou que episódios como esse alimentam o ódio e a intolerância, "e violam claramente o direito internacional e o direito internacional humanitário".

No comunicado, o Uruguai ressalta que "não é admissível sob pretexto algum que a população civil seja atacada como alvo militar, já que a morte de mulheres e crianças, de acordo com a lei internacional, pode ser considerada um crime de guerra".

Montevidéu também pediu que as partes em conflito "parem com esta escalada de violência e aceitem de forma urgente um cessar-fogo incondicional e definitivo para as hostilidades, com uma retirada imediata das tropas israelenses da Faixa de Gaza".

O presidente José Mujica disse à revista Búsqueda que o governo busca "acelerar a instalação da embaixada uruguaia na Palestina".

Ele acrescentou que "é provável" que o embaixador uruguaio em Israel seja convocado para consulta. "Estamos analisando isso seriamente", afirmou.

O chanceler Luis Almagro disse à AFP que na semana que vem uma missão vai a Ramallah para a abertura da embaixada na cidade da Cisjordânia.

A abertura de embaixadas em Montevidéu e Ramallah havia sido decidida em abril deste ano durante uma viagem de Almagro a países árabes.

O Uruguai reconheceu o Estado Palestino em março de 2011, sem especificar as fronteiras deste.

Mujica lembrou nesta quinta-feira que o Uruguai apoiou a criação do Estado de Israel e disse que o povo israelense "merece todo respeito".

"Tem o direito de se defender, mas isto é demais. Perdeu a referência", disse, citado pela Búsqueda.

AFP