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A presidente Dilma Rousseff e o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, em Brasília, no dia 17 de julho de 2015

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O governo uruguaio emitiu nessa quarta-feira um comunicado em que pede respeito à Constituição no Brasil em meio ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O país manifestou sua "preocupação" com a situação.

"Sem desconhecer o tradicional apego de nosso país ao princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros Estados, o governo do Uruguai acompanha com preocupação os sucessos políticos que vem transcorrendo na República Federativa de Brasil", afirmou em nota a Presidência da República.

O governo uruguaio considera que os acontecimentos últimos dias "afetaram a estabilidade política" no Brasil "uma vez que podem determinar uma eventual suspensão no exercício da Presidência da presidente Dilma Rousseff, legítima e democraticamente eleita pelo povo brasileiro através do exercício do voto", acrescentou.

O Uruguai manifestou sua "confiança" em que "os processos políticos e jurisdicionais no Brasil, que ainda não concluíram, transcorram de acordo com a Constituição e dos valores democráticos que a inspiram e com a correta utilização dessas ferramentas".

O governo de Tabaré Vázquez, que ocupa a presidência pro tempore da Unasul, há 10 dias tentou que o grupo emitisse um comunicado conjunto em apoio ao governo de Dilma, mas fracassou diante da rejeição de alguns membros do bloco, como Paraguai e Chile, que não quiseram se pronunciar.

AFP