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(Arquivo) O novo chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, no dia 2 de dezembro de 2014

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O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, se reuniu nesta terça-feira com câmaras empresariais em um contexto de preocupação pela deterioração do comércio regional, ao mesmo tempo em que seu chanceler pediu ao Mercosul que elimine restrições que afetam os intercâmbios intrazona.

Vázquez se reuniu com cinco câmaras empresariais locais para discutir alternativas para atenuar um "cenário adverso, mas não negativo" que o país enfrenta, e permitir, assim, manter o nível de crescimento previsto, explicou o presidente da Câmara de Indústrias, Washington Corallo, em declarações a rádios locais ao término do encontro.

Segundo o industrial, o presidente reiterou o objetivo de seu governo de buscar acordos comerciais para que o Uruguai tenha acesso a outros mercados, de Europa e Estados Unidos, através de diferentes convênios.

Desde que assumiu, Vázquez defende flexibilizar as regras de negociação do Mercosul que impedem os sócios de buscar acordos comerciais sem a anuência dos demais membros do bloco, completado por Brasil, Argentina, Paraguai e Venezuela.

As exportações uruguaias de bens caíram pelo quinto mês consecutivo em abril, 9,87% medidas em dólares em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou na segunda-feira a União de Exportadores.

Segundo o Instituto Uruguay XXI (público-privado), as vendas uruguaias ao Mercosul durante um ano sofreram uma diminuição de 6,8%.

Antes de uma reunião de Vázquez com a presidente Dilma Rousseff prevista para 21 de maio em Brasília, o chanceler Rodolfo Nin Novoa voltou a criticar nesta terça-feira o funcionamento do Mercosul e pediu melhoras nas condições de intercâmbio intrazona.

Segundo um comunicado da Presidência uruguaia, Nin afirmou que é inegável que o bloco se ocupa mais de temas políticos que de relações comerciais.

Nin sustentou que os dados de vendas aos sócios do Mercosul nos últimos três anos "refletem uma perda de dinamismo" que "inquieta o governo".

Há empresas que sofrem "de políticas que restringem e paralisam o comércio, que ameaçam a atividade e as fontes trabalhistas", acrescentou.

E, em uma dura conclusão, afirmou: "Queremos superar a retórica vazia, aquela que ressalta os valores da unidade e do desenvolvimento de nossos povos, ao mesmo tempo em que coloca em risco seus postos de trabalho e suas capacidades de desenvolvimento".

AFP