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(Arquivo) Vista geral da 49ª cúpula do Mercosul, em Luque, no dia 21 de dezembro de 2015

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O Uruguai ratificou nesta quinta-feira (7) sua vontade de passar a presidência temporária do Mercosul à Venezuela, apesar da oposição de Brasil, Paraguai e Argentina.

"O governo uruguaio, em exercício na presidência temporária do Mercosul, reitera sua posição no sentido de fazer uma passagem da mesma, em conformidade com o estabelecido pelas normas vigentes do Mercosul", assinalou um comunicado publicado na página da web do Ministério de Relações Exteriores.

Segundo essas normas, o Uruguai deve fazer o processo de passagem da presidência rotativa do grupo à Venezuela, decisão que os demais associados não concordam.

"No cumprimento das responsabilidades inerentes a sua função e tendo em conta as diferenças existentes (entre associados), trabalharemos com objetivo de analisar e buscar caminhos de encontro que, através do diálogo respeitoso e profundo, levem a superar os importantes problemas que enfrenta, neste momento, o processo de integração regional", termina o sucinto texto oficial uruguaio.

O Mercosul atravessa uma importante crise na transferência do comando da agenda do bloco ao governo de Nicolás Maduro.

O Brasil - cujo governo interino é duramente criticado por Caracas - quer adiar até agosto a discussão sobre a transferência da presidência do Mercosul, segundo o chanceler José Serra, que na terça-feira (5) visitou seu par uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, em Montevidéu.

Enquanto Serra participava de uma coletiva de imprensa, Nin Novoa não emitiu declarações após a reunião.

O Paraguai, no entanto, não aceita a transferência da presidência temporária do bloco regional a um Estado cujo governo - alega - "está buscando o fim de um poder do Estado através do Supremo Tribunal de Justiça, o fim da Assembleia Nacional, que é a voz do povo", declarou seu ministro, Eladio Loizaga na semana passada.

Do lado argentino, em declarações reproduzidas pelo jornal La Nación, o presidente Mauricio Macri disse em Bruxelas: "Nós vamos presidir o Mercosul nos próximos meses".

Macri havia dito ao jornal espanhol ABC que o governo venezuelano de Maduro "violou todos os direitos humanos" e "levou à fome e ao abandono a população venezuelana. Por isso, necessitam de um referendo, necessitam ir às eleições o mais rápido possível".

O Mercosul suspendeu sua cúpula presidencial de julho. Uma reunião de ministros poderá ocorrer em Montevidéu na segunda-feira, 11 de julho.

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AFP