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O presidente uruguaio Tabaré Vázquez em Genebra, no dia 5 de junho de 2017

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O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, admitiu que o Uruguai aprovou a suspensão da Venezuela do Mercosul por medo de sofrer medidas comerciais contrárias de seus sócios, em uma entrevista publicada nesta quinta-feira pela revista Búsqueda.

"O que aconteceria com o Uruguai se mantivesse uma situação intransigente dentro do Mercosul? E se isolam o Uruguai do Mercosul?" questionou Vázquez em uma longa entrevista com o veículo uruguaio.

"Não há, digamos, uma norma que os outros países possam argumentar para deixar o Uruguai isolado, mas, do ponto de vista comercial, podem tomar várias medidas que prejudiquem o Uruguai. Quantas vagas de emprego podem ser perdidas?", indagou.

"E se houver ações que possam prejudicar os trabalhadores uruguaios, os empresários uruguaios, o país em geral? Ah, tenho que pensar muito bem. Com o coração na utopia, mas os pés na terra", disse o mandatário de esquerda.

Após apoiar o governo de Nicolás Maduro em meio a protestos contra o presidente venezuelano, Vázquez decidiu acompanhar o Mercosul no último sábado, indicando que houve "ruptura da ordem democrática" no país.

"Já não tínhamos bases dentro do Mercosul para continuar sustentando a posição do Uruguai", reconheceu Vázquez, lembrando que Maduro nunca deu "respostas positivas" à possibilidade de dialogar com a oposição após instalar a Assembleia Constituinte ou explicar seus "argumentos" antes de uma sanção do bloco.

O governo de Maduro foi indicado pela ONU por violação dos direitos humanos, o que aumentou ainda mais seu isolamento internacional após a instalação da Assembleia Constituinte.

AFP