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Um foguete Ariane 5 com quatro satélites Galileo, em lançamento bem-sucedido na Guiana Francesa em novembro de 2016

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Vários relógios atômicos de alguns dos 18 satélites europeus Galileo estão "avariados", mas "isso não afeta no momento" o sistema de navegação, anunciou nesta quarta-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).

"É um assunto delicado", já que os relógios atômicos são elementos "muito importantes" para o bom funcionamento do sistema de navegação por satélite europeu, afirmou o diretor-geral da agência, Jan Woerner, em uma coletiva de imprensa em Paris.

Este sistema de navegação, que busca competir com o americano GPS (Global Positioning System), começou a oferecer seus serviços em dezembro.

No entanto, para Woerner, não se trata de um "novo revés" para o Galileo, que já teve de lidar com vários atrasos e problemas. O Galileo "continua", mas queremos ser "transparentes", indicou.

Até agora, foram lançados 18 satélites do sistema de navegação europeu Galileo. A constelação contará com um total de 30 satélites operativos (e dois de reserva) em 2020.

Os relógios atômicos do Galileo permitem atingir uma grande precisão. É por este motivo que cada satélite Galileo leva a bordo, por precaução, quatro relógios atômicos de dois tipos, um conhecido como "maser de hidrogênio passivo" e o outro alimentado de rubídio.

Para que um satélite funcione corretamente, ao menos um de seus quatro relógios deve estar em boas condições.

Nove dos 72 relógios estão avariados (seis masers de hidrogênio passivos e três relógios atômicos de rubídio), disse Woerner, observando que "em cada satélite, ao menos dois relógios funcionam".

"Até o momento, graças a esta redundância de relógios, nenhum satélite da constelação está fora de funcionamento", indicou.

A ESA afirmou que está investigando as causas destas avarias. Os satélites em questão foram lançados em momentos diferentes, e os últimos, em órbita desde novembro, também foram afetados.

O que acontecerá com os próximos satélites?

"Devemos entender o funcionamento destes relógios atômicos", fabricados por uma companhia suíça, e "aprender a utilizá-los", apontou Woerner.

Apesar disto, o diretor da agência disse estar "pessoalmente" contrário a atrasar o lançamento de quatro novos satélites Galileo, previsto para o segundo semestre de 2017, mas reconheceu que a questão é complexa.

"Se esperamos e temos novas avarias, as capacidades do sistema poderiam diminuir, mas se lançamos novos satélites, estes poderiam levar a bordo relógios atômicos com problemas", afirmou.

Em 15 de dezembro, a Europa lançou seu sistema de navegação por satélite, Galileo, que promete oferecer aos usuários uma geolocalização mais precisa que seu concorrente americano, o GPS.

Apenas alguns poucos privilegiados que possuem o único smartphone compatível com o Galileo, o Aquaris X5 Plus do fabricante espanhol BQ, recebem por enquanto o sinal do sistema de navegação.

Os usuários poderão utilizar gratuitamente o Galileo para encontrar uma farmácia, o melhor itinerário para sair de férias ou controlar seus passos ao correr.

Mas será necessário ter paciência para assistir a uma chegada maciça de produtos compatíveis com o Galileo.

O sistema europeu pretende ser mais eficaz que seus concorrentes ao oferecer uma geolocalização mais precisa, com uma margem de erro menor que um metro.

Além disso, os relógios dos satélites do Galileo medem o tempo com uma margem de erro de alguns bilionésimos de segundo, um serviço útil para bancos, seguradoras e fornecedores de energia.

O Galileo é compatível com o GPS, e o usuário poderá ter acesso aos dois sistemas simultaneamente, de modo a melhorar a qualidade e a confiabilidade da sua geolocalização.

O projeto, financiado pela Comissão Europeia, foi aprovado com um orçamento inicial de três bilhões de euros e um prazo que previa seu lançamento em 2008.

Mas uma série de contratempos elevou seu custo a mais de 10 bilhões de euros e adiaram seu lançamento.

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AFP