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Pistorius chega ao tribunal, em Pretória. Os advogados do atleta protestaram veementemente no domingo contra a exibição do vídeo.

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O julgamento de Oscar Pistorius pelo assassinato de sua namorada não mencionou nesta segunda-feira o vídeo, exibido no domingo por uma televisão australiana, da reconstituição do crime, mas ao qual o procurador teve acesso, como ficou comprovado por suas perguntas.

O procurador Gerrie Nel se concentrou em contestar a versão do médico esportivo Wayne Derman, citado pela defesa, para quem Pistorius estava psicologicamente vulnerável e tinha dificuldades de locomoção sem suas próteses.

Os dois fatores explicariam, segundo ele, o fato de o campeão paraolímpico de 27 anos ter atirado em 14 de fevereiro de 2013 contra a porta atrás da qual estava sua namorada Reeva Steenkamp.

No domingo, a emissora australiana Channel 7 exibiu um vídeo onde Pistorius corre - ou pelo menos anda rápido - sem as próteses, braço estendido para a frente e mão fechada como se estivesse segurando uma arma. Em outra passagem, o atleta anda para trás.

"Em seu conhecimento, Pistorius pode andar para trás sem suas próteses?", perguntou o promotor, sem mencionar o vídeo, feito por uma empresa americana.

"Isso nunca foi mostrado para mim", respondeu o médico, que acompanha Pistorius há seis anos.

Gerrie Nel tenta provar que Pistorius, voluntariamente, se deslocou em direção ao banheiro em que Reeva Steenkamp estava com a intenção de matá-la.

Os advogados do atleta protestaram veementemente no domingo contra a exibição do vídeo.

O vídeo só poderá ser levado em consideração pela juíza Thokozile Masipa se a defesa ou a acusação adicioná-lo aos autos.

Desde o início, Oscar Pistorius se declara inocente e afirma que atirou em Reeva Steenkamp por acidente, acreditando que ela era um assaltante escondido em seu banheiro.

Já a acusação acredita que a jovem foi morta durante uma discussão. Se condenado, Oscar Pistorius poderá receber uma pena de 25 anos de prisão.

AFP