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Vacina contra COVID-19 não será obrigatória nos EUA, diz assessor da Casa Branca

Seringas em uma fábrica do grupo farmacêutico Sanofi em Val-de-Reuil, na França, em 10 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. agosto 2020 - 18:47
(AFP)

O epidemiologista e assessor da Casa Branca Anthony Fauci disse na quarta-feira (19) que quando houver uma vacina contra o novo coronavírus, sua aplicação não será exigida pelo governo dos Estados Unidos, embora possa se tornar obrigatória para crianças segundo leis locais.

"Não se pode impor ou tentar forçar ninguém a tomar uma vacina. Nunca fizemos isso", afirmou Fauci, integrante da equipe que assessora o governo norte-americano na crise sanitária, durante uma videoconferência com a Universidade George Washington.

"É possível torná-la obrigatória para certos grupos de pessoas, como os profissionais de saúde, mas para a população geral não", continuou, dando como exemplo os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), onde enfermeiros não podem tratar pacientes se não tiverem sido vacinados contra a gripe durante a temporada da doença.

Poucas horas antes, o primeiro-ministro da Austrália anunciou que qualquer vacina contra o coronavírus será obrigatória no país, exceto em casos de contraindicação médica.

Nos EUA, a estrutura federal e a rejeição de parte da população a medidas como a obrigatoriedade de uso de máscara tornam improvável a vacinação obrigatória para todos os habitantes. "Seria impraticável e inapropriado", insistiu Fauci.

No entanto, isso não impede que as crianças tenham que ser vacinadas para frequentarem a escola em qualquer um dos 50 estados. Esse é o caso hoje de várias vacinas, como a do sarampo, com isenções por motivos médicos e, em alguns estados, religiosos.

O governo Trump encomendou centenas de milhões de doses, investiu em projetos de seis empresas que estão desenvolvendo vacinas em potencial e garantiu que as doses serão gratuitas.

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