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Vacinas Sputnik V fabricadas na Argentina começam a ser distribuídas

Frascos da vacina russa Sputnik V contra a covid-19, na Faculdade de Medicina da Universidade de San Andres (UMSA), em La Paz, em 27 de abril de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. agosto 2021 - 15:59
(AFP)

A Argentina iniciou nesta quinta-feira(12) a distribuição do primeiro lote de 1,14 milhão de vacinas Sputnik V contra a covid-19 fabricadas em um laboratório no país sul-americano, informou o governo.

São 995.125 doses do componente 1 e 152.500 doses do 2, produzidos na Argentina a partir do antígeno fornecido pelo Instituto Gamaleya da Rússia, informou o Ministério da Saúde em um comunicado.

No último dia 4 de junho, foi anunciado o início da produção do Sputnik V nos Laboratorios Richmond, empresa farmacêutica privada da Argentina, a partir do princípio ativo enviado de Moscou. Dois meses depois, o Instituto Gamaleya aprovou o primeiro lote após um controle de qualidade bem-sucedido.

"Esta é a primeira entrega do segundo componente do Sputnik com mais de três milhões de doses que serão produzidas pelos Laboratórios Richmond em agosto", disse o Fundo de Investimento Soberano da Rússia em um comunicado divulgado em Moscou.

A Sputnik V requer dois componentes diferentes para completar seu esquema de imunização.

O recebimento das vacinas foi conduzido pelo chefe de Gabinete, Santiago Cafiero, e pela Ministra da Saúde, Carla Vizzotti, no posto de correio Andreani, encarregado da distribuição às províncias.

“A vacina Sputnik V é uma vacina excelente. Ela teve resultados muito positivos em relação à sua eficácia contra a variante delta, 83% eficaz para infecções e quase 95% para hospitalização”, disse a ministra em declarações à imprensa.

Vizzotti garantiu que a Argentina “não vai suspender nenhum contrato com nenhum laboratório”. Em vez disso, "vamos trabalhar para obter o máximo de doses possível o mais rápido possível", disse ele.

O Sputnik V foi o primeiro imunizante contra a covid-19 a chegar à Argentina, em dezembro de 2020. Oito meses depois, porém, houve atrasos na entrega das segundas doses.

Temendo a variante delta do coronavírus, mais contagiosa, o país sul-americano começou na semana passada a aplicar como segunda dose as vacinas Moderna ou AstraZeneca aos que haviam recebido a primeira dose do Sputnik V para completar a imunização.

No primeiro semestre, a Argentina priorizou a vacinação do maior número de pessoas com a primeira dose e agora tenta acelerar as aplicações da segunda dose.

Até esta quinta-feira, 26,4 milhões de pessoas (58,6% da população) haviam recebido pelo menos a primeira dose, das quais 9,3 milhões (20,6%) têm o esquema vacinal completo.

A Argentina, com uma população de 45 milhões, já distribuiu cerca de 40,7 milhões de doses da Suptnik V, Sinopharm e Astrazeneca, além de 3,5 milhões da Moderna.

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