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Imigrantes e apoiadores se manifestam durante protesto pelo Daca, em frente à Casa Branca, em Washington DC

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Titãs do Vale do Silício como Apple, Facebook e Google condenaram nesta quinta-feira a decisão do presidente americano, Donald Trump, de acabar com um programa que protege da deportação dezenas de milhares de jovens imigrantes em situação ilegal.

A reação veio quase imediatamente depois do anúncio que prejudicará 800.000 beneficiários do plano Ação Diferida para Chegadas na Infância (Daca, em inglês).

"É um dia triste para o nosso país", declarou o cofundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, em uma postagem na rede social.

"A decisão de pôr fim ao Daca não é somente um erro. É particularmente cruel oferecer a estes jovens o 'American Dream', estimulá-los a sair das sombras, confiar em nosso governo e depois castigá-los", indicou.

Os executivos destas empresas de tecnologia concordaram em convocar os beneficiários do Daca, amigos e vizinhos que contribuíram para a economia local.

Em um e-mail a funcionários, o presidente da Apple, Tim Cook, se mostrou "profundamente consternado" com o anúncio, que atinge mais de 250 de seus funcionários. "São chamados 'dreamers' e, sem importar onde nasceram, merecem o nosso respeito como iguais", afirmou.

Os funcionários "dreamers" da Apple incluem nascidos em Canadá, México, Quênia e Mongólia, mas que viveram somente nos Estados Unidos, assinalou Cook, dizendo que pressionará o Congresso a aprovar uma lei que proteja estes estrangeiros e oferecerá assistência legal a seus trabalhadores.

A Microsoft declarou, por sua vez, que atuará com outras empresas para "defender vigorosamente" os direitos legais dos "dreamers".

"Estamos profundamente decepcionados com a decisão de hoje do governo", indicou o presidente da empresa, Brad Smith, também garantindo ajuda legal aos afetados. "Acreditamos que seja um retrocesso para todo o país".

- Sonhos antes de impostos -

As gigantes do Vale do Silício pediram ao Congresso que priorize uma lei que proteja os "dreamers", inclusive antes da reforma tributária que vem advogado por longo tempo.

"Os 'dreamers' são nossos vizinhos, nossos amigos, nossos companheiros de trabalho", disse o chefe da Google, Sundar Pichai, no Twitter.

"Este é o seu lar. O Congresso precisa agir agora".

A organização Business Roundtable, que reúne chefes das maiores empresas do país, condenou a revogação do Daca antes da elaboração de uma lei para substituí-lo.

O Daca foi criado em 2012 pelo então presidente Barack Obama e permite que jovens que foram levados ao país quando pequenos, e sem documentos, possam estudar e trabalhar sem medo de serem deportados.

"Reverter o curso agora e deportar estas pessoas é o contrário dos princípios fundamentais dos Estados Unidos e seus principais interesses", indicou o vice-presidente da Câmara de Comércio, Neil Bradley.

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AFP