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A primeira foto no Instagram de Chelsea Manningno dia 17 de maio de 2017

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Os segredos vazados pela militar transgênero Chelsea Manning, que causaram uma grande vergonha a Washington e alteraram as relações com seus aliados, vão de documentos diplomáticos secretos até vídeos de ataques militares americanos no Iraque e no Afeganistão.

A seguir um resumo cronológico de parte do material vazado por Manning:

-- O primeiro documento publicado pelo WikiLeaks que Manning admitiu ter vazado foi um telegrama diplomático da embaixada dos Estados Unidos na Islândia, em 18 de fevereiro de 2010.

-- No início de novembro de 2010, cinco influentes jornais do mundo (The New York Times, The Guardian, Der Spiegel, Le Monde e El País) colaboraram com o WikiLeaks publicando parcialmente mais de 250.000 telegramas do Departamento de Estado, das embaixadas e dos consulados dos Estados Unidos, datados entre 1966 e 2010.

-- Manning admitiu a "transmissão intencional" de um vídeo que mostra um helicóptero americano atingindo civis iraquianos em julho de 2007. Chamado de "morte colateral" pelo WikiLeaks, o vídeo foi revelado pelo fundador deste portal, Julian Assange, durante uma coletiva em abril de 2010 em Washington.

-- Manning também reconheceu ter divulgado um vídeo confidencial de um ataque aéreo americano na aldeia afegã de Granai, onde centenas de civis morreram em maio de 2009.

-- Mais de 90.000 documentos relacionados à guerra no Afeganistão foram publicados em julho de 2010, seguidos por outros cerca de 400.000 em outubro deste mesmo ano relacionados com o conflito do Iraque. Os relatos mostraram que os militares dos Estados Unidos ignoraram a tortura por parte de seus aliados locais e mataram civis em inúmeras ocasiões.

-- Expedientes confidenciais ligados a 779 pessoas detidas que passaram pela prisão militar da Baía de Guantánamo, vazados por Manning e publicados em abril de 2011, revelaram novos detalhes sobre o tratamento dado aos detidos na prisão "da guerra contra o terrorismo".

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