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(Arquivo) Ilustração cedida pela The Planetary Society mostra a vela solar experimental LightSail

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A The Planetary Society, uma organização privada que promove a exploração do espaço, anunciou nesta quinta-feira que sua vela solar experimental, chamada LightSail e colocada em órbita em 20 de maio com o objetivo de entrar no espaço, foi implantado quase inteiramente.

O sucesso, segundo os organizadores, abre caminho para um novo e mais ambicioso programa previsto para 2016: o voo de uma nave alimentada apenas por ventos solares.

O objetivo desta missão é criar velas que, assim como as que conduzem os veleiros com os ventos do mar, possam navegar através do espaço graças à radiação solar. Seria uma forma lenta, mas mais econômica, de explorar os arredores do planeta.

"A imagem da câmera confirma que a vela foi implantada. Esta é a última etapa desta missão, destinada a preparar o voo de uma nave espacial alimentada por uma vela solar em 2016", explicou Jason Davis no site da Planetary Society, co-fundada pelo famoso astrônomo e divulgador de ciência Carl Sagan, em 1980.

Financiado por membros desta associação, a proposta de 4,3 bilhões de dólares testou softwares, sistemas mecânicos e equipamentos de comunicações; além de materiais para a vela.

A vela objeto desta experiência é constituída por quatro painéis com uma área total de 32 metros e 4,5 mícrons de espessura (um mícron é um milésimo de um milímetro). Ele é composto de várias camadas de Mylar, um polímero muito fino e leve que reflete a luz.

As naves movidas por velas solares poderiam ser úteis para rastrear asteroides e cometas ou observar tempestades solares, de acordo com os astrônomos.

A LightSail foi lançada em 20 de maio à bordo de um foguete Atlas 5 a partir da base da Nasa em Cabo Canaveral (Flórida, sudeste dos EUA), que também transportava o avião espacial US Air Force em um programa ultrassecreto.

A nave LightSail deve voltar neste final de semana para a atmosfera terrestre, onde será destruída.

AFP