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(2002) Liu Xiaobo (e) e a mulher, Liu Xia, em Pequim

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O dissidente e prêmio Nobel da Paz Liu Xiabo, em liberdade condicional, deseja sair da China e receber tratamento no exterior, afirmaram amigos do escritor, ao mesmo tempo em que autoridades informaram que seu câncer se espalhou.

Sua esposa, Liu Xia, enviou um pedido formal ao ministério chinês da Segurança de Estado para que o casal e o irmão dela recebam autorização para viajar ao exterior, afirmou à AFP o escritor dissidente Liao Yiwu, um amigo da família.

Condenado em 2009 a 11 anos de prisão por "subversão", Liu Xiaobo, de 61 anos, saiu da prisão depois que teve diagnosticado em maio um câncer de fígado em fase terminal, anunciou no início da semana o advogado do ativista, Mo Shaoping.

Liu Xia enviou a solicitação antes mesmo de conhecer o diagnóstico, mas vários amigos confirmaram nesta quinta-feira que o próprio Liu Xiaobo deseja ser tratado no exterior.

"Fiquei sabendo há duas semanas que Liu (Xiaobo) disse claramente que se iria morrer (em consequência do câncer), desejava fazê-lo no Ocidente e não na China", declarou Liao Yiwu em uma ligação telefônica da Alemanha, onde vive no exílio.

Outro amigo do casal confirmou que, sob a condição de anonimato, ter recebido informações de outras pessoas próximas à família no mesmo sentido.

Liu Xiaobo, que em 2010 se tornou o primeiro chinês a receber o Prêmio Nobel da Paz, está em um hospital de Shenyang (nordeste da China) desde 31 de maio, anunciou nesta quarta-feira o escritório de assuntos jurídicos da cidade em um comunicado.

Os oncologistas determinaram no dia 7 de junho que Liu sofre de um câncer de fígado com metástase no restante do corpo, de acordo com a nota oficial.

Su Yutong, jornalistas chinês no exílio, divulgou na segunda-feira um vídeo no Twitter que mostra Liu Xia afirmando, sem conter as lágrimas, que o marido "não pode ser operado nem receber quimioterapia".

Liao Yiwu disse que recebeu uma carta de Liu Xia, na qual ela desabafa: "Estou farta [...] desta vida grotesca. Estou desejando escapar [...] Mal posso acreditar que Xiaobo aceitou sair da China comigo e (meu irmão)".

AFP