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(Arquivo) Implante mamário da fabricante Silimed, no Rio de Janeiro, no dia 13 de fevereiro de 2015

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A venda de implantes mamários, mas também de peitoral, glúteos, testículos, panturrilha e rosto da fabricante brasileira Silimed foi suspensa em vários países após a descoberta de contaminação - informaram as autoridades sanitárias francesas.

A Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde (ANSM) "recomenda não utilizar esses implantes" por precaução, disse o órgão nesta quinta-feira à AFP.

A Agência Reguladora de Produtos Médicos e de Saúde do Reino Unido (MHRA) também recomendou publicamente na quarta-feira não utilizar nenhum dos produtos implantáveis da empresa brasileira até nova ordem.

O organismo britânico explicou que até o momento não ha indícios de risco para a saúde das pessoas que usam estes implantes, mas que testes estão sendo realizados.

As autoridades sanitárias de Suíça e Austrália tomaram decisões similares.

Em nota enviada à AFP, a Silimed garantiu que seus produtos são seguros e informou que a empresa suspendeu voluntariamente a comercialização das próteses no mercado europeu.

"O nível de partículas encontrado é extremamente baixo e está em conformidade com todos os mercados, como é o caso do Brasil, onde os produtos são testados de forma randômica no mercado por organismos credenciados", argumentou a Silimed.

O fabricante disse ainda que" testes de comprovação estão disponíveis nas autoridades sanitárias nacionais e internacionais".

A suspensão ocorreu após uma verificação da empresa por parte da certificadora alemã TÜV Sud, que encontrou "a presença de partículas na superfície dos implantes mamários".

A TÜV Sud, responsável pela certificação de dispositivos médicos, anunciou ás autoridades sanitárias europeias a suspensão temporária do registro CE dos produtos da fabricante brasileira, proibindo sua comercialização na Europa.

A medida preventiva de suspensão de venda de implantes na União Europeia ocorre cinco anos após o escândalo das próteses mamárias fraudadas da empresa francesa Poly Implant Prothèse (PIP), que afetou 30.000 mulheres na França e milhares de outros países.

AFP