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Prêmio Nobel de Literatura de 2010, escritor peruano Mario Vargas Llosa, durante a apresentación de seu libro "La llamada de la tribu", em 20 de abril de 2018, em Bogotá

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O prêmio Nobel de Literatura de 2010, o peruano Mario Vargas Llosa, disse neste sábado que há na Venezuela uma ditadura totalitária que leva seus cidadãos a buscar a própria sobrevivência.

"O trágico caso da Venezuela é que agora não há eleições livres, não há liberdade de expressão, agora uma ditadura totalitária foi estabelecida", disse Vargas Llosa em entrevista ao jornal peruano La República.

O escritor de 82 anos disse que o modelo venezuelano não é uma fórmula que traga prosperidade, justiça ou que sirva de exemplo na América Latina.

"Você acha que alguém pode pensar que o modelo venezuelano é a fórmula para atrair prosperidade, justiça? O terrível fracasso daquela sociedade, aquela sociedade potencialmente tão rica que hoje é um país miserável, aquela sociedade potencialmente tão rica que hoje é um país miserável que está jogando os pobres venezuelanos nas estradas em busca de sobrevivência", disse o escritor da cidade de Arequipa, no sul do Peru.

"Os venezuelanos estão pagando terrivelmente por esse erro", disse o autor de "A cidade e os cachorros" e de "Conversa no Catedral".

O escritor também falou sobre os casos de corrupção nos países sul-americanos.

"Temos uma democracia muito corrupta, vivenciamos a corrupção brasileira muito diretamente através da Odebrecht e através de Lula", disse Llosa, após criticar duramente o ex-presidente e amigo Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018) por ter indultado a prisão por corrupção do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000).

"Sua imagem política não tem salvação, ele será como um presidente que desapontou", disse ele, que pediu aos peruanos para evitar a escolha de um congresso fujimorista nas próximas eleições de 2021.

"Fizemos o terrível erro, nas recentes eleições, de escolher um parlamento fujimorista, sabendo que o fujimorismo está relacionado à corrupção", acrescentou.

Vargas Llosa participa de um evento literário em Arequipa com 130 escritores.

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AFP