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Soldados venezuelanos se preparam para exercícios militares no porto de La Guaira, na Venezuela, em 8 de janeiro de 2017

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Doze militares do Exército venezuelano foram acusados pelo Ministério Público por sua suposta responsabilidade na morte de 12 pessoas em outubro passado na cidade de Barlovento, no estado de Miranda (norte).

"Os promotores acusaram o tenente-coronel José Rojas Córdova, o major Luis Eduardo Romero Arcia e o capitão Daniel Contreras dos delitos de homicídio qualificado com aleivosia e motivo fútil, desaparecimento forçado de pessoas, uso indevido de arma orgânica, tortura, tratos desumanos e violação de domicílio", afirmou neste sábado a Promotoria em uma nota de imprensa.

Os demais militares - vários sargentos e cabos - foram acusados de privação ilegítima de liberdade, violação de domicílio, tortura e tratos desumanos.

Os corpos de 12 agricultores foram encontrados em fossas comuns em Barlovento entre 25 e 26 de novembro passado.

Os efetivos do Exército detiveram os camponeses entre 15 e 16 de outubro e os acusaram de estar vinculados com quadrilhas de extorsão e roubo de veículos na zona, mas a Promotoria afirma que não havia provas contra as vítimas.

O Ministério Público comprovou que os 12 falecidos foram detidos pelos militares sem que houvesses "flagrante nem ordem judicial de apreensão".

AFP