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O líder opositor venezuelano Henrique Capriles, em Caracas, em 6 de agosto de 2017

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O político opositor venezuelano Henrique Capriles atribuiu ao governo e às disputas na oposição as denúncias de que sua campanha à Presidência em 2012 teria recebido dinheiro do grupo Odebrecht.

Capriles disse que a acusação parte do governo para desviar a atenção sobre sua própria responsabilidade no escândalo pelo pagamento de subornos em troca de contratos -, mas também de opositores.

"Vem do lado do governo (...) e pelo lado de uns que se dizem de oposição, que sempre acreditaram que a maneira de abrir caminho, de construir sua liderança é acabando com a liderança dos outros", disse o governador do estado Miranda (norte).

Figura central da política venezuelana, o líder opositor evitou citar nomes, mas ressaltou que a intenção das denúncias contra ele é desprestigiá-lo e usa-lo como "bode expiatório".

A imprensa venezuelana repercutiu nos últimos dias notícias divulgadas pelo jornal Valor Econômico, de maio do ano passado, segundo as quais a Odebrecht teria entregue dinheiro ilegalmente à campanha de Capriles em 2012, quando Hugo Chávez (1999-2013) venceu as eleições.

Segundo a publicação, o ex-diretor da Odebrecht em Caracas, Euzenando Azevedo, "contou em sua delação premiada (à justiça) que transferiu dinheiro -sem detalhar quantias- por fora da contabilidade oficial a Capriles para ajudá-lo na campanha, como uma forma de não pôr todos os ovos da empresa em uma só cesta".

"Jamais firmei ou tive qualquer relação com a empresa brasileira Odebrecht. Quem pode falar de Odebrecht são os senhores que estão no governo", argumentou o político nesta segunda-feira.

Capriles já havia sido vinculado com a Odebrecht em fevereiro passado, quando um político do governo o denunciou à Procuradoria por supostamente ter recebido três milhões de dólares da empreiteira. O dirigente negou as acusações.

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AFP