Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, participa de coletiva de imprensa, em Caracas, no dia 17 de maio de 2016

(afp_tickers)

O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, intimou nesta terça-feira os militares do país a decidir "se estão" com a Constituição ou com o presidente Nicolás Maduro, ao convocar o país a desacatar um decreto presidencial de estado de exceção, que considerou ilegal.

"Digo à Força Armada: aqui está chegando a hora da verdade, de decidir se está com a Constituição ou com Maduro. Esta será uma decisão que caberá à Força Armada Nacional tomar", disse Capriles, durante coletiva de imprensa.

O governo venezuelano emitiu na segunda-feira um decreto de estado de exceção com o qual Maduro se atribui amplos poderes para enfrentar a crise econômica e conter a ofensiva para tirá-lo do poder.

Capriles, que encabeça o pedido de referendo revogatório contra Maduro de parte da oposição, considerou esta ordem do presidente venezuelano "é absolutamente nula, este é um decreto inconstitucional. E Maduro não está acima da Constituição".

Por isto, propôs que "se Maduro insistir neste decreto, que o país desconheça este decreto", pois assegura que a Constituição os ampara ante uma medida que "se presta para qualquer coisa".

Capriles chegou a desafiar o presidente a que, se pretende aplicar sua decisão, "que vá preparando os tanques de guerra, que vá mandando os aviões de guerra e os tanques às ruas, porque terá que aplicá-lo pela via da força".

O decreto, que entrou em vigor na sexta-feira passada com duração de sessenta dias, autoriza o Executivo a adotar decisões para assegurar à população o "desfrute pleno de seus direitos, preservar a ordem interna" e diminuir os efeitos de fenômenos climáticos que afetam a geração elétrica e o acesso aos alimentos, destaca o texto.

Entre as justificativas, o decreto indica que a oposição pretende o "desconhecimento de todos os poderes públicos" e promove a "interrupção do mandato" de Maduro, em alusão ao referendo revogatório que promove contra ele.

AFP