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Partidários do presidente venezuelano Nicolás Maduro participam de manifestação de apoio em Caracas, em 9 de julho de 2017

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Mobilizações favoráveis ao governo em Caracas e em outras cidades venezuelanas abriram neste domingo a campanha para as eleições da Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro, previstas para 30 de julho e rejeitadas pela oposição.

"A poderosa locomotiva da Constituinte arranca hoje, um dia histórico!", disse Jorge Rodríguez, encarregado por Maduro de comandar a campanha do governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), para milhares de apoiadores de Maduro no estado Vargas (norte).

"É o mais poderoso dos esforços de diálogo", acrescentou Rodríguez.

O dirigente assegurou que "cada voto será uma ratificação pela batalha pela paz" em meio a uma onda de protestos da oposição que completa 100 dias, deixando 91 mortos.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) se negou a apresentar candidatos, ao denunciar a Constituinte como uma manobra do governo para perpetuar-se no poder.

Chavistas críticos de Maduro também se opuseram à iniciativa, alegando que ela derrogará a Constituição vigente, impulsionada pelo falecido ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013), sem que tenha sido submetida a uma plebiscito prévio.

"A Constituinte ratifica nosso compromisso com o povo, com a revolução, com o legado de Chávez, porque a Constituinte é a paz", garantiu Flores em Caracas.

AFP