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O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, discursa durante uma coletiva de imprensa em Caracas, no dia 31 de agosto de 2017

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Sete pessoas foram detidas na Venezuela por superfaturamento na importação de açúcar e remédios - em grave escassez e comprados com divisas do Estado - ou por simular importações, informou nesta quarta-feira o procurador-geral, Tarek William Saab.

Entre os detidos estão dois acionistas de uma empresa açucareira, Gabriel Peña e María Cigala, que, segundo Saab, receberam 156 milhões de dólares desde 2014. Há outras oito ordens de prisão pelo mesmo caso.

Outro detido é Miguel González, que recebeu 1,3 milhão de dólares para importar açúcar com a empresa Central La Pastora, sobre a qual pesam mais sete ordens de apreensão.

"Também foi detida Belkin Hurtado por simulação de processos de importação. Ela recebeu 12,3 milhões de dólares em superfaturamento. Foi presa tentando fugir do país", acrescentou Saab.

As autoridades detiveram Féliz Jiménez e Rafael Carrasquero, sócios da Casa de Apresentação Farmacêutica Losopar, "assinalada por supervalorização de 300% em importações".

"Receberam 2,4 milhões de dólares, foram pegos tentando fugir do país em voos particulares", detalhou o procurador.

A sétima pessoa detida foi Zaida Cohen, capturada quando ia embarcar em um voo para Miami.

"Era acionista da empresa Acción Mercantil, uma empresa-fantasma que simulou importações. Recebeu 212.000 dólares sem registro algum de operações alfandegárias", explicou o funcionário.

Segundo Saab, 32 companhias são investigadas por sobrepreços em importações com divisas do Estado, das quais "26 não foram encontradas porque eram empresas-fantasma".

O governo venezuelano monopoliza as divisas desde 2003, entregando dólares preferenciais a 10 bolívares por dólar para a importação de alimentos e remédios. Esse preço é 2.721 vezes menor que o do dólar no mercado negro, o que, segundo a oposição, estimula a corrupção.

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AFP