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Nicolas Maduro em 30 de abril de 2017

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O governo venezuelano expulsou nesta quarta-feira um jornalista brasileiro do Le Monde quando este tentava entrar no país para tramitar uma permissão de trabalho, denunciou a ONG de Direitos Humanos Provea.

"Governo nega credencial do jornalista Paulo Paranaguá, do Le Monde, e o expulsa do país", assinalou a ONG no Twitter.

O coordenador-geral da Provea, Rafael Uzcátegui, disse à AFP que Paranaguá tentou tramitar a permissão antes de viajar a Caracas, mas "não obteve resposta" a vários comunicados que enviou.

"Disseram-lhe que deveria tramitar a credencial antes" de ir a Caracas, assinalou Uzcátegui, que denunciou que aparentemente o repórter está em uma "lista negra" do governo que "criminalizou o seu trabalho jornalístico" por reportagens anteriores na Venezuela.

A ONG diz que Paranaguá disse estar bem, após embarcar em um avião da companhia aérea Iberia, embora não tenha detalhado o seu destino. O voo de Caracas desta companhia aérea se dirige normalmente a Madri.

A Venezuela vive momentos de alta tensão política com protestos de opositores que exigem a saída do presidente Nicolás Maduro do poder. As manifestações, iniciadas em 1º de abril, já deixam 77 mortos.

Os jornalistas estrangeiros devem tramitar permissões no Ministério da Comunicação e Informação para poder trabalhar na Venezuela, motivo pelo qual o governo reteve e deportou anteriormente comunicadores de vários países.

AFP