Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(2014) López é escoltado pela Guarda Nacional após se entregar durante uma manifestação em Caracas

(afp_tickers)

O partido Voluntad Popular apresentará seu fundador, Leopoldo López, como pré-candidato presidencial nas primárias da oposição venezuelana, apesar de ele estar cumprindo uma pena de quase 14 anos de prisão, anunciou um dos seus dirigentes.

"Nosso candidato natural, o homem que está assumindo a responsabilidade e o sacrifício e com o qual todos estamos comprometidos, é sem dúvida Leopoldo López", disse nesta terça-feira o deputado Freddy Guevara, coordenador do partido, em uma coletiva de imprensa.

Guevara garantiu que "não há impedimento" para que López seja pré-candidato, embora ele esteja cumprindo uma sentença de 13 anos e nove meses de prisão. A eleição presidencial está prevista para dezembro de 2018.

No início de março, a aliança opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) anunciou que vai escolher "candidatos unitários através de primárias" para os próximos comícios regionais e presidenciais.

A MUD não especificou quando realizará o processo, mas o Voluntad Popular elegerá seus candidatos em maio.

Estão pautadas para este ano as eleições de governadores, que deveriam ter sido realizadas em dezembro passado, e as de prefeitos, mas o poder eleitoral, ao que a MUD acusa de servir ao chavismo, não definiu as datas.

A oposição exige um adiantamento das presidenciais como saída para a grave crise política e econômica do país, mas o presidente Nicolás Maduro descarta completamente esta opção.

"Estamos convencidos de que na rota para conseguir eleições presidenciais adiantadas está a liberdade de Leopoldo López e de todos os presos políticos", expressou Guevara.

López foi condenado por crimes de "incitação à violência" durante protestos pela renúncia de Maduro que deixaram 43 mortos entre fevereiro e maio de 2014.

AFP