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(Arquivo) O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro

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O governo de Nicolás Maduro acusou nesta quinta-feira (9) os Estados Unidos de promoverem a "violência" com seu novo pacote de sanções contra funcionários venezuelanos, depois de anunciarem a retomada dos diálogos com a oposição.

"Pretendem voltar a gerar desestabilização e violência em nosso país", escreveu o chanceler Jorge Arreaza no Twitter, ao rechaçar as medidas que qualificou como "imperialistas, absurdas e desesperadas".

Protestos opositores que exigiam a saída de Maduro do poder - e que segundo Caracas foram financiados pelos Estados Unidos - deixaram 125 mortos entre abril e julho.

O Departamento do Tesouro americano fixou nesta quinta-feira sanções financeiras contra uma dezena de colaboradores de Maduro, entre eles os ministros Ernesto Villegas, Freddy Bernal e Jorge Márquez, e diretores do Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Enquanto isso, o governo e a oposição venezuelana anunciavam que retomarão negociações na República Dominicana visando as eleições presidenciais de 2018.

"Não é por acaso" que o presidente americano, Donald Trump, "imponha novas sanções hoje que a direita venezuelana anuncia disposição para continuar o diálogo", apontou Jorge Rodríguez, ministro de Comunicação e um dos principais negociadores do governo.

"Ao regime supremacista americano o que menos convém é que se consolide a paz na Venezuela", acrescentou.

Os Estados Unidos sancionaram Maduro e grande parte de seus funcionários mais próximos, e também proibiram a seus cidadãos negociar a dívida com o governo venezuelano e sua estatal petroleira PDVSA, em um momento em que o país enfrenta o risco de moratória.

As maiores agências qualificadoras de risco - Moody's, Fitch e Standard & Poor's - rebaixaram as notas da PDVSA por considerar iminente o cessar de pagamentos, enquanto Maduro adiantou que espera renegociar a dívida externa, estimada em 150 bilhões de dólares.

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AFP