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Venezuela acusa presidente equatoriano de ir contra sua 'soberania'

Presidente equatoriano Lenin Moreno durante uma coletiva com a imprensa estrangeira em Quito, em 5 de julho de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. julho 2018 - 21:51
(AFP)

O governo da Venezuela acusou o presidente do Equador, Lenín Moreno, de ir contra a sua soberania, em uma nota de protesto entregue nesta sexta-feira (6) à encarregada de negócios equatoriana em Caracas.

"O presidente Moreno deu declarações e entrevistas junto com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, contra a soberania da Venezuela", assinalou o vice-ministro venezuelano para América Latina, Alexander Yánez, citado em um boletim oficial.

Yánez transmitiu essa queixa à representante equatoriana, Elizabeth Méndez, dois dias depois de Moreno suspender o envio de seu novo embaixador para a Venezuela e igualmente entregar uma nota de protesto a Caracas.

O presidente adotou essas medidas em rechaço aos comentários de seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, que pediu o fim da "perseguição" contra o ex-governante equatoriano Rafael Correa, a quem a Justiça ditou uma ordem de prisão por suposto vínculo com o sequestro de um opositor.

"Moreno foi quem se referiu às pessoas que incorreram em atos flagrantes e notórios de violência política e, inclusive, em ações terroristas para tentar perturbar a ordem constitucional e a paz social na Venezuela", comentou Yánez em sua reunião com Méndez, segundo o relato.

O diplomata também defendeu a solidariedade de Maduro com Correa, assinalando que se trata de um "amigo" da Venezuela, onde é "admirado e respeitado por suas qualidades éticas, políticas e humanitárias".

Moreno recebeu na quinta-feira em Quito o vice-presidente americano, a quem pediu para dar passos a fim de "isolar ainda mais" o governo de Maduro.

Entretanto, o presidente equatoriano sustentou que o diálogo e a mediação são o caminho "para encontrar uma saída pacífica e democrática" à crise pela qual 150 mil venezuelanos migraram para o Equador.

O governo de Donald Trump "ameaçou a Venezuela com uma operação militar e impôs medidas de coerção unilaterais contra e economia e o povo venezuelanos", destacou a nota de Caracas, que também pediu respeito à reeleição de Maduro em 20 de maio.

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