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Manifestante segura cartaz durante marcha em Miami, na Flórida, em 19 de abril de 2017

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A Venezuela anunciou nesta quarta-feira sua saída da Organização dos Estados Americanos (OEA), após o Conselho Permanente da instituição convocar uma reunião de chanceleres para avaliar a grave crise política que sacode o país.

"No dia de amanhã (quinta-feira) apresentaremos a carta de renúncia à OEA e iniciaremos um procedimento que tarda 24 meses", anunciou a chanceler venezuelana Delcy Rodríguez, em mensagem na TV estatal.

"A Venezuela não participará mais de qualquer atividade ou evento que pretenda posicionar o intervencionismo e a ingerência", acrescentou Rodríguez.

"A história se encarregará de julgar de forma implacável, não temos dúvidas, e condenará com força os servis e genuflexos que hoje atendem aos interesses dos Estados Unidos".

Depois de quase um ano de deliberações e quatro sessões no último mês sobre o caso da Venezuela, uma maioria 19 países aprovou elevar o debate em nível de ministros de Relações Exteriores.

A onda de protestos que sacode a Venezuela já deixou cerca de 30 mortos e centenas de feridos e detidos.

Argentina, Barbados, Bahamas, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Honduras, Guiana, Jamaica, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Santa Lúcia e Uruguai votaram a favor da elevação do debate na OEA.

Rodríguez afirmou que a decisão da Venezuela de abandonar a OEA "não é conjuntural", e qualificou a Organização de "coalizão intervencionista" dirigida por Washington.

Em 28 de março passado, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, questionou a própria existência da Organização: "Tem sentido a OEA? Tem sentido a permanência na OEA? (...). Abro o debate sobre a utilidade e a pertinência da Organização dos Estados Americanos (...) e da permanência dos Estados, entre eles a Venezuela, nesta organização".

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AFP