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Opositores protestam contra o presidente Nicolás Maduro, em Caracas, em 15 de abril de 2017

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Onze países latino-americanos pediram à Venezuela, nesta segunda-feira (17), que "garanta" o direito à manifestação pacífica, a dois dias de uma grande marcha contra o governo de Nicolás Maduro.

O grupo também lamentou as mortes nos protestos.

"Levando-se em consideração que, para quarta-feira, 19 de abril, anuncia-se uma jornada de marchas por parte do governo e da oposição, fazemos um apelo ao Governo da República Bolivariana da Venezuela para que garanta o direito à manifestação pacífica", disseram Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Paraguai, Peru e Uruguai, em um comunicado conjunto divulgado por Bogotá.

No documento, os países "reafirmam sua rejeição à violência" e manifestam seu "profundo pesar e repúdio à morte de seis cidadãos durante os protestos" ocorridos na Venezuela nos últimos dias.

Nesta quarta-feira, quando se comemora o primeiro grito de independência venezuelano, os detratores de Maduro organizam uma grande manifestação para exigir eleições e respeito à autonomia do Parlamento, controlado pela oposição.

Os onze países signatários pediram que se impeça "qualquer ação de violência contra os manifestantes" e exortaram a oposição a exercer "com responsabilidade seu direito de protestar".

O grupo também pede ao governo que "defina rapidamente as datas para o cumprimento de um cronograma eleitoral que permita uma rápida solução para a grave crise que enfrenta a Venezuela e preocupa toda a região".

Para a oposição venezuelana, a saída do chavismo do poder é a única forma de resolver a grave crise política e econômica do país, mas Maduro descarta antecipar as eleições presidenciais, previstas para dezembro de 2018.

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