Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O senador Aécio Neves fala ao telefone no aeroporto de Caracas em 18 de junho

(afp_tickers)

A chancelaria da Venezuela garantiu nesta sexta-feira que a integridade física dos senadores brasileiros que viajaram ao país para visitar o líder opositor preso Leopoldo López jamais esteve comprometida, e afirmou que o objetivo do grupo era "causar confusão".

É uma "grande mentira" afirmar "que a segurança e a integridade física destes senadores da direita brasileira esteve comprometida", destaca a chancelaria venezuelana, acrescentando que o grupo "chegou ao país com o único propósito de desestabilizar a democracia venezuelana e gerar confusão e conflito entre países irmãos".

O governo brasileiro pediu esclarecimentos a Caracas pelos "inaceitáveis atos hostis" contra os senadores, entre eles o ex-candidato à presidência Aécio Neves (PSDB), que viajou à Venezuela para interceder por políticos opositores detidos.

Aécio e outros cinco senadores realizavam uma missão política e "humanística" cujo objetivo era pedir a libertação dos opositores presos Leopoldo López, Antonio Ledezma e Daniel Ceballos.

O avião oficial da FAB pousou no Aeroporto Simón Bolívar - localizado a 40 km da capital - por volta do meio-dia de quinta-feira. A partir de então, a delegação tentou seguir para Caracas e chegar à prisão onde López está recluso.

No início do trajeto, a van na qual os senadores viajavam acabou cercada por manifestantes, que bateram nas janelas do veículo.

Posteriormente, a van ficou detida no trânsito por uma alegada operação de limpeza de túneis situados na autoestrada que liga o aeroporto à prisão.

Em uma última tentativa, "o tráfego, mesmo sem a influência dos bloqueios, o tornou impossível", revelou o próprio Aécio.

Por volta das 17h local (18h30 de Brasília), a comitiva decidiu embarcar no avião da FAB e voltar ao Brasil.

Líder da ala radical da oposição, López está detido em uma prisão militar nos arredores de Caracas há quase 16 meses. Ele é acusado de incitar à violência em protestos contra o governo que deixaram 43 mortos entre fevereiro de maio de 2014, assim como Ceballos, ex-prefeito de San Cristóbal (Táchira, oeste).

Ceballos está em uma dependência do serviço secreto, e Antonio Ledezma, prefeito de Caracas, acusado de conspiração e detido em 19 de fevereiro deste ano, está em prisão domiciliar, após ser submetido a uma cirurgia.

AFP