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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, em 5 de março de 2017

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A Venezuela enviará uma nota de protesto ao governo peruano por comentários de seu presidente, Pedro Pablo Kuczynski, a quem o mandatário Nicolás Maduro acusa de promover "uma intervenção" em seu país.

"Dei uma instrução para a chanceler Delcy Rodríguez agir de maneira imediata (...), para emitir uma nota de protesto em nome dos povos da América Latina e do Caribe", disse nesta quarta-feira o governante venezuelano em um ato no Panteão Nacional.

Em 25 de fevereiro, na Universidade de Princeton, em Nova Jersey, o presidente peruano afirmou que os Estados Unidos "não investem muito tempo na América Latina, pois [ela] é como um cachorro simpático que está dormindo no tapete; mas no caso da Venezuela é um grande problema".

Maduro, que enfrenta uma aguda crise política e econômica, assegurou que as expressões de Kuczynski são "ofensivas" e "racistas", e advertiu que seu governo poderá "processar em tribunais internacionais".

"Este senhor está conspirando contra a Venezuela. Este senhor foi aos Estados Unidos para dizer que Venezuela está se sustentando com o dinheiro do narcotráfico, quando no Peru, sob a sua Presidência, cresceu a produção e o tráfico de drogas", denunciou.

Maduro advertiu que Kuczynski - que se reuniu com o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca em 24 de fevereiro - está "propondo uma intervenção na Venezuela" e pediu que seus seguidores fiquem alertas.

"Ele recomendou que a oposição venezuelana enlouquecesse e enchesse as ruas da Venezuela de caos e violência", declarou Maduro na terça-feira.

A chanceler Rodríguez disse na segunda-feira que "o único cachorro simpático que existe" é o presidente peruano, que "pede uma intervenção na Venezuela".

Após esta frase, o Peru chamou seu embaixador em Caracas para consultas.

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AFP