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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Argel, em 10 de setembro de 2017

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A Venezuela está ficando desconectada do mundo devido à saída da maioria das companhias aéreas internacionais, alertou nesta quarta-fira (4) Peter Cerdá, vice-presidente para a América da Associação de Transporte Aéreo Internacional (Iata, em inglês).

"A situação é difícil, já que a maioria das companhias que integram a Iata saíram (da Venezuela). Temos seis ou sete companhias aéreas com frequências muito reduzidas, ao mínimo", disse Cerdá a jornalistas no Panamá.

"A Venezuela está se desconectando, está praticamente desconectada do resto do mundo, sobretudo por via aeronáutica, e não vemos nenhuma solução a curto prazo", acrescentou o dirigente de origem espanhola durante a apresentação de um estudo sobre a aviação no Panamá.

Ele indicou que o governo venezuelano deve 3,8 bilhões de dólares às companhias, sem que a administração do presidente Nicolás Maduro demonstre interesse em "solucionar os percalços que temos".

Em 25 de agosto, o presidente executivo da companhia panamenha Copa, Pedro Heilbron, manifestou que vai continuar operando na Venezuela, apesar das dificuldades.

"Nós estamos ficando praticamente sozinhos nesse mercado, mas nossa intenção é não sair, não abandonar o mercado da Venezuela", apontou Heilbron.

Ele lembrou que a tripulação da Copa já não passa a noite em cidades venezuelanas.

"É uma situação lamentável, porque a intenção das companhias era continuar" na Venezuela, afirmou Cerdá, que apesar das dificuldades não acredita que o país ficará totalmente isolado, porque "sempre terá algum tipo de conectividade, mas o acesso é muito mais difícil", garantiu.

As companhias americanas United Airlines e Delta e a colombiana Avianca suspenderam, neste ano, seus voos para a Venezuela; a alemã Lufthansa e a americana Dynamic fizeram o mesmo em 2016; e Air Canada, Aeroméxico, Alitalia, Latam, Tiara e Gol também, entre 2014 e 2015.

Outras empresas que ainda operam no país, como American Airlines, TAP, Air France e Iberia, reduziram bastante suas frequências de voos e rotas.

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AFP