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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, participa de coletiva de imprensa, em Caracas, no dia 24 de agosto de 2015

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O governo venezuelano iniciou um censo em municípios fronteiriços nos quais mantém um fechamento por tempo indeterminado da fronteira com a Colômbia, onde prossegue o estado de exceção decretado pelo presidente Nicolás Maduro, segundo o Diário Oficial desta segunda-feira.

Um contingente de 180 militares chegou nesta segunda-feira ao estado Táchira, na fronteira com a Colômbia, em aviões Hércules da Força Aérea Venezuelana. Esses efetivos são parte dos 3.000 militares que Maduro ordenou se deslocar na zona de segurança 2 deste local, que abarca os municípios Ayacucho, García de Hevia, Lobatera e Panamericano.

Essa região de conflitos foi onde o governo decidiu realizar um censo, segundo um decreto divulgado no Diário Oficial.

"Foi criado o Registro Único para a Restituição dos Direitos Sociais e Econômico na Fronteira, com a finalidade de arrecadar e proporcionar informações atualizadas, que permitirão elaborar estatísticas oportunas e confiáveis que orientem a tomada de decisões", afirma o decreto de número 1.959.

O censo colherá dados sobre "população, moradia, estabelecimentos comerciais e industriais, infraestrutura, serviços públicos, atividades econômicas e áreas agrícolas".

A medida opera em seis dos 10 municípios do estado Táchira sujeitos o estado de exceção decretado em 21 de agosto por Maduro.

A tensão diplomática entre Bogotá e Caracas começou no dia 19 de agosto, com o fechamento de algumas passagens fronteiriças pelo presidente Nicolás Maduro após um ataque de desconhecidos contra militares venezuelanos durante uma operação anti-contrabando no estado de Táchira, o qual o chefe de Estado atribuiu a "paramilitares colombianos".

A crise se aprofundou quando, na última quinta-feira, ambos países receberam denúncias em suas embaixadas sobre violação aos direitos humanos dos afetados.

Na semana passada, em rede nacional de rádio e televisão, Maduro pediu a seus partidários que buscassem "todos os colombianos trabalhadores e honestos" que residem no país e criar um "movimento bolivariano de colombianos na Venezuela para defender a soberania e a paz".

A Colômbia e a Venezuela compartilham uma fronteira de 2.219 km, onde ambos denunciam a atividade de grupos irregulares que lucram com o contrabando de combustível e outros produtos altamente subsidiados pelo governo venezuelano.

A crise diplomática é tratada nesta segunda-feira no conselho permanente da Organização de Estados Americanos (OEA) e na próxima quinta-feira será analisada em uma reunião extraordinária dos chanceleres da União de Nações Sul-americanas (Unasul) em Quito.

AFP