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(Arquivo) O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro

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A Venezuela rejeitou, considerando uma "ingerência", que o Mercosul encoraje o governo de Nicolás Maduro a garantir a separação dos poderes, depois que o máximo tribunal assumiu brevemente as funções do Parlamento.

"A Venezuela expressa seu categórico rechaço à reunião de chanceleres da Argentina, Uruguai e Paraguai, e o chanceler de fato do Brasil [...] que tomou decisões contra a Venezuela à margem da legalidade e institucionalidade desta organização", assinalou a chancelaria em um comunicado divulgado na noite deste sábado.

Os diplomatas emitiram uma declaração conjunta no sábado em que condenaram os ditames do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que, nesta semana, assumiu as competências do Legislativo, controlado pela oposição, e retirou a imunidade parlamentar.

A Corte, após uma reunião dos poderes na sexta-feira, à qual a Assembleia não compareceu, voltou atrás em sua decisão, e seu presidente, Maikel Moreno, negou a intenção de anular o Parlamento.

Os chanceleres do Mercosul emitiram um documento "tendo em conta a ruptura da ordem democrática na República Bolivariana da Venezuela", e pediram ao país que tome medidas "para assegurar a efetiva divisão de poderes".

O bloco também solicitou ao governo de Maduro que "respeite o cronograma eleitoral".

O Ministério das Relações Exteriores venezuelano qualificou o encorajamento de "cômica ingerência que pretende enterrar a soberania da Venezuela".

"A Venezuela exige o fim [...] das tentativas de desestabilização adiantadas por este clube de governos confabulados da região e alguns de seus componentes, todos obedecendo a mandatos imperiais", acrescenta o comunicado.

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