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O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em Washington, em 24 de fevereiro de 2017

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O governo venezuelano classificou como uma ameaça, nesta quinta-feira (2), a resolução do Senado americano que apoia a aplicação da Carta Democrática Interamericana na Venezuela.

"O povo repudia as interferências e ameaças imperialistas contra a pátria de Bolívar (...) Os povos irmãos no mundo apoiam a causa da Venezuela contra os ataques do Senado dos Estados Unidos", declarou o Ministério das Relações Exteriores em sua conta no Twitter.

Em resolução aprovada de forma unânime na última terça, o Senado americano apoiou a decisão do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, de invocar a Carta Democrática Interamericana para avaliar a crise política e econômica venezuelana.

A aplicação desse mecanismo permite que a OEA possa intervir em casos de grave alteração constitucional e, em última instância, suspenda o país envolvido.

"Nunca mais seremos colônia de ninguém. Condenamos as interferências (...), basta de agressões dos Estados Unidos. Yankee, vá para casa", completou a Chancelaria.

Os senadores também acusaram o presidente americano, Donald Trump, de dar "pleno apoio aos esforços da OEA em favor de soluções constitucionais e democráticas" à situação política no país petrolífero.

Além disso, o Senado emitiu uma chamada ao governo de Nicolás Maduro para que "liberte imediatamente prisioneiros políticos" e aceite a distribuição de ajuda humanitária para auxiliar na carência de alimentos e de remédios.

AFP