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Venezuela tem 13 detidos após denúncia de plano para derrubar Maduro

O presidente venezuelano Nicolás Maduro nesta foto no Palácio de Miraflores, em Caracas, 26 de junho de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. junho 2019 - 21:12
(AFP)

Treze pessoas foram detidas na Venezuela, inclusive um general das Forças Armadas, por um fracassado plano de "golpe de Estado", informou nesta quinta-feira o ministro de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, vinculando o movimento ao líder opositor Juan Guaidó.

"Qual foi a consequência das ações criminosas destes golpistas? A prisão", disse Rodríguez numa declaração transmitida pela emissora de TV estatal VTV, na qual apresentou os nomes dos 13 detidos, entre eles o general de brigada Miguel Sisco Mora, a quem qualificou como "comandante da operação".

Na quarta-feira, o funcionário havia denunciado o suposto complô, que tinha por objetivo matar o presidente Nicolás Maduro, a primeira-dama Cilia Flores e o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello.

Acusou também os governos da Colômbia, Chile e Estados Unidos de participação na conspiração.

Pelo menos 12 militares e civis ainda são procurados por envolvimento, acrescentou Rodríguez. Não incluiu Guaidó entre os participantes da ação, mas citou que ele estaria por trás da tentativa.

Minutos antes, o procurador-geral, Tarek William Saab, ligado a Maduro, anunciou que abriu uma investigação criminal contra 14 "civis e militares na reserva" sobre "os crimes de conspiração, terrorismo, traição e conspiração para cometer crimes".

Sisco Mora e os militares na ativa, que segundo Rodríguez estão entre os presos ou estão sendo procurados, não estão na lista divulgada.

Entre os investigados estão o ex-chefe de inteligência Manuel Cristopher Figuera e o general reformado Raúl Baduel, ministro da Defesa de Hugo Chávez (1999-2013), em prisão domiciliar desde 2017 após ter ficado na prisão entre 2009 e 2015.

É "um grupo totalmente subversivo, liderado por um eterno fracassado, usurpador do poder de maneira circense, o cidadão Guaidó", disse o procurador à imprensa.

"Não são hipóteses, são evidências", insistiu Rodríguez, divulgando vídeos e gravações de conversas telefônicas sobre a elaboração do "plano golpista".

Guaidó, autoproclamado presidente interino e reconhecido no cargo para mais de 50 países, rebateu as acusações ao defini-las como "novela".

A denúncia surge cerca de dois meses depois de uma fracassada tentativa de golpe militar liderada pelo opositor.

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