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(Arquivo) Sede do Goldman Sachs em Londres

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Com cartazes que dizem "Goldman Sachs financia a ditadura" e "bônus de sangue", um grupo de venezuelanos protestou nesta quinta-feira em Miami em frente à sede do banco americano de investimentos Goldman Sachs para repudiar a compra de bônus venezuelanos.

"Goldman Sachs tem sangue nas mãos!", gritava uma centena de manifestantes em uma concorrida esquina do centro de Miami, levando cartazes que diziam "Goldman Sucks" ("Goldman já deu").

Os opositores venezuelanos dentro e fora del país têm protestado duramente por esta compra.

"Esta transação é totalmente imoral", disse à AFP uma das manifestantes, Rayma Suprani, uma caricaturista editorial célebre em seu país que vive há um ano e meio em Miami.

"É uma empresa que se aproveita da situação de um país ao comprar bônus mais baratos do que deveriam ser ser, e manchados de sangue porque estão financiando um governo que assassina, que reprime", disse a artista de 47 anos.

Goldman Sachs confirmou na terça-feira em um comunicado a aquisição dos títulos descontados da PDVSA, mas garantiu que comprou por meio de um intermediário e não diretamente com o governo da Venezuela.

Mas para os manifestantes isso não muda a situação.

"Se dão 800 milhões de dólares a um regime que está contra a parece, que está asfixiado economicamente, estão dando (ao governo) um alívio econômico, e é por isso que estamos protestando", disse José Colina à AFP.

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