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Dezenas de venezuelanos fotografam requisitos para aplicar ao visto de "responsabilidade democrática" em 16 de abril de 2018

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O consulado do Chile em Caracas amanheceu nesta segunda-feira (16) lotado de venezuelanos em busca do visto especial para viver no país. A nova documentação anunciada pelo governo chileno é percebido pelos venezuelanos como mais uma barreira do que uma concessão para que escapem da crise econômica.

Como o consulado não prestou serviço nesta segunda-feira, vários venezuelanos se espremiam para ler um pequeno quadro que enumera os passos para obter o documento, anunciado no dia 8 de abril pelo presidente chileno, Sebastián Piñera.

No site do ministério de Relações Exteriores se esclarece que o visto de "responsabilidade democrática" é para aqueles que queiram morar no Chile, ficando isentos os venezuelanos que queiram entrar no país apenas para fazer turismo.

O fluxo para o Chile é crescente. De 8.001 migrantes em 2014 se passou para 84.586 em 2017, segundo o ministério do Interior chileno.

A diáspora poderia continuar crescendo, pois 34,7% dos cerca de 30 milhões de venezuelanos considera deixar seu país, de acordo com a pesquisadora Datanálisis.

Maduro reconheceu em fevereiro passado que na Venezuela "há uma migração" forçada, mas atribui a uma "guerra econômica" para provocar sua queda.

O visto anunciado por Piñera frente à "crise democrática" venezuelana terá vigência de um ano, prorrogável por igual período, e possibilitará o pedido de residência definitiva.

Jesús Mijares, que vendeu seu carro e vários eletrodomésticos para comprar uma passagem para Santiago, acredita que o visto é mais barreira para aqueles que, como ele, já tinham os documentos exigidos pelo Chile.

"Agora com esse visto não sabemos se vamos viajar, porque não queremos entrar no país de forma ilegal", disse.

A legislação atual -cuja reforma foi anunciada por Piñera - permitia que aqueles que entravam como turistas pedissem residência temporária ou definitiva.

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AFP