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Imagem divulgada pela NBR mostra o funeral do embaixador grego no Brasil, Kyriakos Amiridis, no aeroporto do Rio de Janeiro, antes de seu corpo ser levado para a sua cidade natal, no dia 10 de janeiro de 2017

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A viúva do embaixador da Grécia no Brasil, apontada pela polícia como a instigadora do assassinato no final de dezembro de seu marido, alega sua inocência em uma carta divulgada nesta quarta-feira pelo jornal grego Ethnos.

"Eu me declaro inocente diante do povo grego, sendo vítima de uma investigação policial precipitada e injusta", escreve Françoise de Souza Oliveira na referida carta, dirigida à embaixada da Grécia no Brasil e cujos trechos foram reproduzidos pelo jornal Ethnos.

A suspeita, presa em 31 de dezembro pela polícia, também apela às autoridades gregas para cuidar da filha do casal, de 10 anos, provisoriamente confiada a uma amiga da família.

A mulher de 40 anos é acusada pela polícia carioca de planejar o assassinato de seu marido, Kyriakos Amiridis, de 59 anos, com Sérgio Gomes Moreira, um policial militar de 29 anos apresentado como seu amante e executor do crime.

De acordo com a polícia, a dupla articulou este "crime passional" com a ajuda de um primo do amante, Eduardo Moreira de Melo, de 24 anos, também preso.

Segundo os investigadores, Françoise prometeu 80.000 reais ao primo do amante pela ajuda no crime.

O caso começou quando a esposa do embaixador relatou à polícia o desaparecimento do mesmo, enquanto o casal passava alguns dias de férias em sua residência em Nova Iguaçu.

As declarações da mulher despertaram a atenção da polícia, principalmente depois que o corpo "completamente carbonizado" do embaixador foi encontrado no veículo alugado pelo próprio.

De acordo com a polícia, o diplomata teria tentando se defender antes de ser morto com um tiro disparado por uma arma identificada como pertencente ao arsenal da embaixada.

AFP