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O vice do Equador, Jorge Glas se pronuncia em Quito no dia 3 de agosto de 2017

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O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, despojado de suas funções após criticar o presidente Lenín Moreno, assegurou nesta quinta-feira que continuará no cargo "até terminar o mandato", apesar de denunciar uma "retaliação política".

"Sou vice-presidente eleito, constitucional da República e terminarei o meu mandato. Com ou sem funções, continuarei trabalhando", assegurou em breve declaração à imprensa.

Glas, vice-presidente desde 2013, precipitou na quarta-feira a primeira crise no recém-instalado governo de Lenín Moreno, ao publicar uma dura carta com uma longa lista de reprovações contra o presidente, que respondeu nesta quinta-feira afastando-o das funções que lhe havia atribuído.

"É uma clara retaliação política por agir conforme o que a minha consciência diz. Desde ontem me sinto livre porque tive que presenciar por dois meses como começa desmontar a nossa revolução", declarou.

No poder desde 24 de maio, Moreno afastou Glas de suas funções à frente da milionária reconstrução das zonas arrasadas pelo terremoto de abril de 2016, que deixou mais de 600 mortos. Também lhe retirou suas responsabilidades nos setores produtivo e tributário.

Glas, acusado pela oposição de estar envolvido em vários casos de corrupção, denunciou que a medida de Moreno obedece a "pedidos" da oposição e das grandes empresas, com as quais, segundo o presidente, ele teria se aliado.

Ao ser eleito por voto popular, o vice-presidente não pode ser destituído pelo presidente. A única via para suspendê-lo do cargo é por meio de um julgamento político da Assembleia, de maioria governista, que rechaçou a possibilidade há duas semanas.

Ao final de seu comparecimento, o vice-presidente mostrou uma cópia plastificada do decreto de Moreno e assegurou que o pendurará "na parede de sua casa". Horas antes, assegurou que não pretende conspirar contra Moreno ou gerar instabilidade política.

Desta forma, Glas se alinhou com o ex-presidente Rafael Correa na disputa que divide o governo.

Moreno e Glas foram eleitos para um período de quatro anos com a promessa de continuar com as políticas de esquerda que traçou Correa, radicado temporariamente na Bélgica.

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AFP