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Vice-presidente da Venezuela sancionada por UE diz que não cederá a 'ameaças'

(Arquivo) Foto tirada em 30 de julho de 2017 mostra a ex-ministra venezuelana das Relações Exteriores Delcy Rodríguez durante entrevista à AFP em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. junho 2018 - 20:46
(AFP)

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que não cederá a nenhuma "ameaça" ou "extorsão", após ser sancionada nesta segunda-feira pela União Europeia (UE).

"Nenhuma ameaça, extorsão, medida arbitrária nem chantagem desviarão meu compromisso com a história de liberdade, dignidade e soberania que Simón Bolívar nos legou", escreveu Rodríguez no Twitter, ao rejeitar a decisão que envolve ela e outros dez funcionários do governo venezuelanos.

"O velho mundo imperial e poder algum jamais serão um obstáculo à minha determinação", acrescentou a dirigente.

Os chanceleres europeus reunidos em Luxemburgo sancionaram Rodríguez por "usurpação das competências" do Parlamento por ela presidir a Assembleia Constituinte, que rege a Venezuela com poderes absolutos, além de utilizar o órgão "para atacar a oposição".

Rodríguez, ex-chanceler também sancionada por Estados Unidos e Canadá, considerou "ilícitas" as sanções que a proíbem de viajar à UE e que congelam os ativos que ela possa ter em países do bloco.

"Aproveito a oportunidade para autorizar a Alta Representante (da UE), Federica Mogherini, para dispor de supostos bens em meu nome, que não existem, e dê atenção à crise migratória que tem gerado com suas políticas belicistas, racistas e xenófobas!", ironizou a vice-presidenta, que assumiu o cargo em 14 de junho.

A decisão dessa segunda-feira elevou para 18 os sancionados pela UE por violações à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos no país petroleiro.

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